para pará: pára.

2008,setembro30,terça-feira às 6:36PM | Publicado em Não classificado | Deixe um comentário
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Talvez a saída seja falar diretamente ao Pará, a fim de que ele pare, ele, com sua definição subjetiva de terra, e de seu céu sobre a terra, na qual todos usam seu nome, ou numa esfera mais subjetiva ainda, subjetiva porque real, porque o Pará é um nome, porque ele é um pedaço da Amazônia, e seu pedaço, ou sua Amazônia, se voltarmos a abstração Pará, deveria ela reagir, com seus jaguares, suas sucuris e até trazer uns guarás do pantanal, estes que mesmo não ferozes assustariam os filhos dos trabalhadores, para que aquelas pobres gentes arranjassem um jeito outro de se alimentar, e para que aqueles ricos arranjem um outro ouro fácil que não queime nossa floresta. Se a Europa queimou as dela e todos queimaram as suas, se a Índia desgraçadamente (e desgraçadamente somente se usa em certezas) mata seus tigres para fazer viagras placebianos que vá tudo para o inferno, porque não é porque teu primo pula num poço que tu vais pular também.
Eu não sei o que fazer além do pouco que faço da cidade, que é ajudar quem faz alguma coisa, dize-me, se souberes.

Discordamos muitos de música, de arte, da vida, do que quer que seja, mas há unanimidades porque verdades simples: e a floresta queimada virando pasto para gado, virando plantação de soja que virará alimentação de gado, ou virando madeira é isso que nos dá vontade de matar não alguém, mas quem faz isso.

p.s.: após o Lula lá assinar o negócio da língua portuguesa, talvez tenha de mudar com o tempo os acentos ali em cima. Minha opiniãozinha sobre o assunto está aqui.

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e se habacuc ao cusco desse um churras?

2008,junho2,segunda-feira às 12:29PM | Publicado em critica-se, Não classificado | 9 Comentários
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S

e Habacuc desse ao cão um banquete, um bolinho de carne que fosse, sei lá, e o deixasse comer livremente, engordar, brincar, continuaria a mostrar a hipocrisia à qual se refere (e que realmente existe), pois as pessoas felizes ao verem um bichinho salvo refletiriam a mesma omissão, sem que ele corresse o risco de virar um Hababaca. Mas ele queria que as pessoas abrissem o bico para poder lhes apontar o dedo. Se ele realmente pensasse a arte como uma maneira de atingir (em todas as conotações) as pessoas, teria sido uma maneira bem mais refinada esta de encher o cusco de comida.

Ou se soltasse o cão em determinado ponto, forjaria um happy end deixando mais sinuosa tal hipocrisia.

E da obra poderíamos tirar uma lição ainda, de uma imagem (de um miserável, seja animal ou gente) que gera sentimentos nobres nos observadores exibida na vida real, que mostra que se não poderia ver beleza alguma nesta gravidade.Mas o discurso dele é bem claro, ele quer mostrar a hipocrisia das pessoas. Então me parece que o escopo dele é polêmica mesmo. É a polêmica da qual poderíamos criar até uma modalidade ou corrente de arte, de tantas obras que – nascidas de idéias até boas – desvirtuaram-se em busca do caminho mais polêmico, mais gratuito, mais auto-promocional. E que subestima os iniciados sem nem mesmo incluir os leigos. E de polêmica nada necessário nos dias de hoje. E por mais que todos colaborem com a obra ao falar dela, este processo não é novidade nenhuma. Ele por si só é apenas um método, já antigo, e por si só não tem mérito nenhum (para quem quiser dizer que a obra dele não foi compreendida em sua totalidade de fazer a sociedade se refletir (isso todos as coisas fazem a todo momento)). E a polêmica por si só é retrograda, é uma coisa de quarentas anos atrás.

Abaixo o Hababaca, por tirar uma vida assim por auto-promoção ou por não se esforçar numa linguagem mais sofisticada e mais marcante. Todavia sem grandes vivas para as campanhas contra ele, pois devo concordar nalguns pontos com este rapaz aqui.

 

Porém a piedade é instintiva, é quase uma dor física (e talvez aja fisicamente, numa esfera muito menos visível, em patamares infinitesimais, mas fisicamente, pelo fato de não se poder evitar, mas somente resistir, naquilo que se chama espírito ou equivalente, e por isso tudo doa conforme a resistência de cada um).

O que dá força a piedade é a indefensão das vítimas. E a dos animais (julgamos nós, ao menos, e com boas constatações científicas a respeito) vai além, abarca até a consciência.

A nossa compaixão no seu estado mais intenso é pela ignorância do animal. Pela forma abstrata com que ele sente, sem saber o porquê, ou mesmo de porquês – e na abstração as coisas são puras. Ele ignora. Sofre tão somente.

É como a ignorância do boi velho, do cavalo morto.

E por isso tudo eu sinto pena, grande pena, mesmo que seja desse recorte específico.

Se lançarmos um olhar isento (não sei bem de quê) sobre isso, talvez a pena não valha a pena. E de longe nada vale mesmo. A morte é comum, bem comum, e a crueldade também. De longe, até se fosse com a nossa mãe, amor da vida etc, em nenhum caso caberia piedade alguma, se ampliarmos o mesmo raciocínio que nos levaria a não se tocar pelo cão (se formos isentos – não sei bem de quê – em tudo). E a arte às vezes necessita também desta visão, deste plano geral frio, um ponto de vista de deuses, de desprezo pela vida (o politicamente correto, ou só o correto, não pode delimitar o terreno da criatividade, das constatações).

Então isso é arte, mas arte ruim (não má, não falo disso), pobre, de linguagem pobre (a reflexão boa gerada pela obra é mérito de quem a pensa e não está no sistema criado pelo artista, por mais que quem o defenda supervalorize sua dimensão extra-galeria (novidade nenhuma, como dissera)).

Mas por mais que se tente ver com uma mão na cabeça, a outra fica no coração.

luz.a.zul

2008,maio19,segunda-feira às 4:38PM | Publicado em diário, Não classificado | Deixe um comentário
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Sabe aquele método de pegar no sono vendo Jô Soares na TV? Fiz o mesmo ontem, no que tange a prática, entanto substitui a televisão pela janela e a Jô pela lua em sua fase cheia (o Jô está sempre na sua fase cheia). Não fui para a cama sem ela. p.s.: Isso foi escrito à luz do luar, ao luar, portanto; sem romantismo, mas escrito assim mesmo, no escuro, só com o luar, mas sem romantismo mesmo; hoje me parece piegas, piegas para caralho, mas era só a lua e eu, e a lua não é piegas, a lua é até quieta e eu também não estava tocando nenhum violão, então é piegas porque talvez não precisasse ter sido escrito, contado, lembrado.

 

olho (ou olho por olho) no Bida

2008,maio9,sexta-feira às 2:41PM | Publicado em Não classificado | Deixe um comentário
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O Bida, o tal Vitalmiro Bastos de Moura, foi absolvido da acusação de ser o mandante do assassinato de Dorothy Stang esses dias, não sei se não foi anteontem. O fato de este resultado ser exatamente o contrário do de antes (ou seja, a acusação) é no mínimo estranho. Não acompanho o caso, mas uma coisa eu sei: o casal Nardoni provavelmente não ia matar mais ninguém, mas estes fazendeiros que mandam (notem que não usei vírgula, especificados, os fazendeiros, portanto) à sua maneira nas terras setentrionais continuarão fazendo o que querem lá. Então é muito perigoso. Então se há vestígio de alguma impunidade aí, atentem-se, reclamem-na tanto quanto possam, a freira velhinha recebeu abrupta e covardemente o termo de sua vida também. Pobre dela. Peçamos JUSTIÇA, no sentido burocrático e na esfera social, neste caso ela será muito útil.

 

vieillard, aqui nesta mesa de bar…

2008,abril24,quinta-feira às 4:48PM | Publicado em Não classificado | Deixe um comentário
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Se a maioria dos garçons não fosse composta de jovens, a profissão chamar-se-ia vieillard.

 

 

 

 

ryu sei ken (meteoro de pégaso)

2008,abril18,sexta-feira às 3:42PM | Publicado em Não classificado | 1 Comentário
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Interessante salientar que o referido golpe chama-se Ryu Sei Ken no original (e “meteoro de pegasuuuus” no popular), que num repente me lembra Ryu e Ken, o que pode remeter a duas idéias, ambas favoráveis à superioridade do cavaleiro de bronze em relação àqueles participantes de Street Fighter: que Seiya sabia Ryu e Ken juntos, ou seja, dominava a técnica de ambos, e se observarmos, o meteoro de Pégaso não deixa de ser um Shoryuken e Hadouken ao mesmo tempo. Ou ainda que Seiya implicitamente dizia Ryu? Ken? Sei… logicamente se referindo ao fato de ambos serem a mesma pessoa no SFII, já que tinham apenas quimonos e perucas diferentes, e o Ken dava uma volta a mais quando arremessava o adversário, disfarces estes que me parecem muito piores que os óculos, o jeito de falar lesado, o cabelo lambido para trás e as gírias rurais de Clark Kent relativamente ao seu alter-ego Super-Homem.

7 pecados

2008,março19,quarta-feira às 4:33PM | Publicado em Não classificado | Deixe um comentário
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Os pecados capitais, para serem bem pecaminosos mesmo, deveriam ser 6,66 e não 7.

coincidências impressionantes

2008,fevereiro28,quinta-feira às 10:46PM | Publicado em Não classificado | Deixe um comentário
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GERALMENTE O ANO EM QUE HÁ JOGOS OLÍMPICOS É BISSEXTO &GRANDES CHANCES DOS ANOS QUE TÊM COPA DO MUNDO TEREM TAMBÉM ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS

brasil

2008,fevereiro20,quarta-feira às 10:47PM | Publicado em Não classificado | Deixe um comentário
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O Brasil não é o país do futuro porque o futuro é agora e o Brasil eu conheço não é de agora.

desenho

2008,janeiro5,sábado às 12:02AM | Publicado em Não classificado | Deixe um comentário
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Olhando
as coisas que se as dá vida.
Olhadas
é que elas sentem-se compreendidas.
Olhando
as coisas simples é que se vê como são também sofisticadas:
daí que se equivalem: desenhar um rosto, uma cadeira, todos têm a mesma dificuldade:
todas no mesmo nível:
também as sofisticadas são simples, então.
Olhe
pausadamente (o desenho nos demanda isso).
Olha.

2008

2008,janeiro3,quinta-feira às 1:35AM | Publicado em Não classificado | Deixe um comentário
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2008 veio para ficar.

1900, 1982, 2008

2007,dezembro29,sábado às 4:58PM | Publicado em Não classificado | Deixe um comentário
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1982 2008

1982 2008
8228
1900
o ano em que o milênio passado vai embora de vez
p.s. = 1982 = data de nascimento


2007,dezembro5,quarta-feira às 1:43AM | Publicado em Não classificado | Deixe um comentário
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2007,novembro22,quinta-feira às 3:24AM | Publicado em Não classificado | Deixe um comentário
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No começo, comece.

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