1º de abril e uma verdade para variar [e p/ ñ variar, mudei-me novamente]

2009,abril1,quarta-feira às 12:59PM | Publicado em diário, editorial | Deixe um comentário
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Bem, o 1º de abril tem aquela história do calendário gregoriano etc.
O fato é que eu caí na mesma brincadeira do ano passado, brincadeira esta que envolve descer e subir escadas para encontrar uma pessoa que devia estar no trabalho – e evidentemente estava, mas o inteligentão aqui lembrou somente depois de ouvir as risadas. Contornado o problema, neste clima que vi a tal tag #tododiaeh1deabril e colaborei com uma série de clichês no @joaogrando.

Mas a outra coisa, e que não é mentira, mas tem a ver com um falso (ou melhor, um segundo) começo de ano, é que voltei de vez para o blogspot. Aquela história, o .com do WordPress (porque como já disse o .org é quase unânime) deixa muito a desejar em relação ao Blogger, que pode ser customizado gratuitamente (inclusive diretamente em HTML, o que me permitiu mexer nas margens e medidas em geral), suporta flash e JAVA, além de já ter naturalmente um visual menos personalizado pelo autor do template (e conseguintemente mais personalizado pela pessoa mesmo). E as vantagens do .com do WordPress (página inicial fixa, páginas fixas, categorias e administração facilitada) são passíveis (à exceção da página inicial fixa) de “dá-se um jeito” no blogspot, o que pode dificultar um pouco na feitura, mas não altera nada o resultado final para o visitante, que é o que importa.
Outra vantagem do .com do WordPress é o modo que eles indexam as tags, o que rende muitas visitas vindas de buscas. Mas, para o meu caso, descobri que prefiro o serviço gratuito do Blogger, e acho que ele é mais bem indicado àquelas pessoas que se aventuram em mais mídias além do texto e cuidam do design da página. Mas para quem não quiser se preocupar com isso e ficar somente com a boa, velha e (dependendo) densa palavra, realmente o .com do WordPress cai como uma luva.
Enfim, tal como a programação nova da Globo que começa somente em abril, e já me desculpando pelos transtornos da reforma (que ainda acontece, pois uma série de coisas ainda tem de ser arrumadas, embora já dá para ir atendendo por lá):
NOVO ENDEREÇO: http://joaogrando.blogspot.com

novo-endereco

Atualizem vossos bookmarks, readers, links (mas não é obrigatório).

Um bJoão e um Grando abraço.

 

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confissões ou eu x 6

2009,fevereiro11,quarta-feira às 10:13AM | Publicado em diário, hojes | 2 Comentários

Meme passado para mim por Janaína Amado. Tenho visto que uma galera entrou, gente que eu imaginava não gostar de memes, tipo o Tiagón e o homem por trás (ou à frente) d’O Biscoito Fino e a Massa. Enfim, alguns o chamam seis confissões, outros seis coisas sobre o que não se sabia sobre mim ou algo do tipo. Embora sejam parecidos, os dois são diferentes (ohhhh!).

1 Nos meados da minha primeira dezena de vida eu pensava ter fimose porque acreditava que o prepúcio deveria cobrir não somente a glande como o pênis inteiro (isso vai gerar uma série de buscas indesejadas), tipo uma casca de banana. Também pensava que a vagina era na frente (onde ficam os bigodes de Hitler quando as mulheres assim depilam), mas isso seria outra confissão.

2 Eu tenho medo de barata. Não é bem medo, mas um desconforto com a possibilidade de elas voarem que se soma ao dó de matar qualquer coisa viva ao vivo (pois como carne) e àquela gosma que sai delas quando mortas, ou, por último mas não menos importante, o fóssil que elas deixam no chinelo é deveras desagradável. Mas não sei o que houve, quando era criança (à época que pensava ter fimose) eu as pegava na mão s/ problema algum (talvez a fimose me deixasse menos nojento). Mas, como tudo, isso muda de uma hora para outra, às vezes me pego sem problema algum com elas.

3 Durante muito tempo, embora não admitisse, eu queria ser o que um dos meus amigos de infância era. Mas isso porque ele era um cara presa (significa foda, não sei se é uma gíria nacional ou somente gaúcha) na adolescência, embora eu modéstia à parte também fosse, ele era mais, e eu tinha meu quê alternativo. Mas isso durou somente até às vésperas da maioridade, quando percebi que minha estética era bem mais rica, talvez porque aos poucos fui vendo que o mundo era muito mais que uma entrega de Oscar (ou seja, do que os pseudo-críticos gostam). Aliás, este meu amigo tinha fimose e eu era o único que sabia para ele não virar motivo de gozação.

4 Eu tenho vários sintomas de TOC e/ ou hiperatividade. O principal deles é uma brincadeira chamada PU que me fez ser (ou ajudou muito a ser, para ser menos tchan) o que eu sou. Outra hora falo com mais calma, mas nela, entre outras coisas, eu imagino minhas jogadas de futebol passadas para copas do mundo, além de cavaleiros do zodíaco de diamante e por aí vai.

5 Eu como muito, embora seja muito nojento com comida. Feijão, por exemplo, somente só, jamais com arroz junto. E frango e molho com arroz é bom se vierem separados para misturar, mas se já vêm juntos eu não gosto.

6 Eu sou absolutamente fascinado pelo reino animal (como um todo), e me fascina ainda mais o gênero Panthera, e ainda mais a espécie tigris. A relação das coisas entre elas me fascina (poesia, música, artes, blogs, futebol, já citado reino animal, grupo de amigos que me cercam, notícias etc). De modo que sempre associo as relações do reino animal às demais relações, então sempre acho um leão aqui, uma zebra ali, um elefante. E daí que eu vi que meu amigo aquele era um leão africano, mas eu sou um tigre na Sibéria. Esta descentralização mais forte me inspira.
O que eu tento (ou quero, devo tentar com mais afinco) é ser um tigre.

as-listras-eu-ja-tenho 

Há dezenas de centenas (que pode ser milhares) de confissões que me surgiram, mas como este é um ambiente virtual, falei daquelas que aqueles que não me conhecem pessoalmente não devem saber (no sentido de provavelmente, não que não possam).

Well, há tempos eu vinha querendo falar mais da minha vida pessoal e extrair dela o que há de universal (olha o clichê aí, gente!) e gostei da experiência das ‘confissões’. Dado isso, passarei a utilizar mais a categoria Diário (Journal), até porque um blog originalmente era para isso e até porque isso me servirá como um diário aberto (pois a parte fechada basta manter o post privado). E diários me fascinam.

Quanto ao meme, eu deveria passar para 6 pessoas, mas fica aí p/ quem quiser.

dia em que eu nasci/ dia em que estou vivo

2009,janeiro29,quinta-feira às 11:35PM | Publicado em diário, hojes | 4 Comentários

*a foto que não é minha é de Jamie Livingston.

lua vs. sol: a cor, o signo, o tigre

2009,janeiro16,sexta-feira às 8:07AM | Publicado em 2º caderno, bobajada, diário, hojes, joão-lírico | Deixe um comentário
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Áries vs. Libra, respectivamente meus signos de lua e sol no mapa natal, numa batalha típica (portanto épica) de cavalheiros, entre cavaleiros dourados: sentimento kamikaze no ar num céu de fogos de Copacabana.

E meio casca de ovo meio hulk surge o mestre, rasgando a fantasia do passado de pele roxa e, após 243 anos revela a paleta tatuada com um tigre para permanecer uns 4 minutos na série, mostrando que tem uma cosmo energia fantástica, que nos faz sempre pensar ser cada capítulo o último, cada cavaleiro o melhor.

Clique na imagem p/ ver o vídeo.
Talvez o mundo seja filosoficamente solipso, tal como me surgiu uma vez em meados de 2004/5 s/ estudo algum, e seja nossa criação, e este pequeno momento um nó de concentração, uma a reprise de uma(s) epifania(s), um Vale a Pena ver de Novo motivacional, um brinde do acaso, que tagueou os últimos posts todos.
Mas o signo, a cor, o tigre…
Embora meus cavaleiros de ouro favoritos, entanto todos sejam massa, sejam Escorpião, Touro, Gêmeos, e os golpes o pó-de-diamante e o metóro de págasu, exclusivamente pela coreografia que os antecedem, então isso tira a responsabilidade do Saint Seiya em si para abstracionar-se, para virar justamente aquele momento: a cor, o signo, o tigre.

2009 veio p/ ficar

2009,janeiro5,segunda-feira às 4:21PM | Publicado em diário, hojes | Deixe um comentário
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Vulcão aguarda erupção. Assim mais ou menos eu me noticiei sobre mim mesmo em 2004. E junto com isso dê-lhe e-mails a mim mesmo, com metáforas sobre horas e sacolas a serem cheias, com lembretes sobre a falta de terra no meu céu (ceu) natal e excesso de ar e fogo.
E em 1993 eu descobri muitas coisas. Mas antes disso eu nasci e mui provavelmente tenha descoberto mais coisas ainda por ocasião deste nascimento.
A menos que eu seja tipo assim um mutante ou tipo assim eu descubra que sou um mutante, a mutação (que seria a erupção, que seria a manifestação física (ou útil, ou prática, ou registrável) da explosão) deve acontecer um pouco mais intencionalmente, ao menos eu devo permiti-la, a fim de que aquilo que vem venha a todos e não fique por aqui, debaixo dos meus cabelos que necessitam de anti-frizz.
2008+1=2009
Levei nos dedos para lembrar de usar os dedos, porque já aprendi, o que era para ser o “pior já passou” da história.
E olhando assim a coisa é para explodir e vem explodindo desde 2004, 1999, 1993.
E isso é assim: o que é para ser feito (ou o que pode) num dia e aí uma semana e daí um mês e daí um ano. E daí eu corto o 1 e deixo o +. E mando o = p/ inferno.
2009 veio para ficar.

p.s.: em courier new, p/ lembrar uma máquina de escrever, e complementando aquele “texto s/ edição” ou algo do tipo logo abaixo, ou mais abaixo, que por sua vez deveria ter uma fonte para lembrar manuscrito rápido.

s/ lugar p/ gagás

2009,janeiro5,segunda-feira às 3:56PM | Publicado em diário | Deixe um comentário
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Através do acaso uma coisa pode ser inevitável até para quem a torna inevitável.

full_movieimage_12526 palhoca

*recorte inspirado na inspirada crítica de Alexandre Werneck, cuja qual aconselho lerem para pensarem artisticamente no impacto deste filme já que aqui o pincelo apenas em seu tema e pessoalmente, não no sentido de gosto, mas de experiência pessoal casual, coisa para o qual os filmes e tudo mais servem também, também porque além da evidente experiência estética.

Sim, eu quase morri, por causa do acaso ou por acaso da causa. Sim, eu ganhei tudo.

texto sem revisão

2008,dezembro28,domingo às 2:53AM | Publicado em diário | 2 Comentários

Um post autêntico este que virá. POrque aquela coisa meio desabafo, aquela coisa meio pôr para fora sem que isso gere alguam relevância ou simplesmente que não tenha relevância alguma, mas que alguèm por sua conta e risco leia. COmeço agora isso, mas em verdade o fiz no carro, donde estava para cá, e veio palavra por palavra e se bobear até a fonte que usaria, que no caminho calhou-me ser fonte alguma, para reforçar o tom desabafo disso e incrível como a gente (nós, que seja) se trai nesta questão do que é natural e cada vez mais o limiar é o maior lugar, as coisas são tão próximas, porque talvez exista “a coisa”, como se fosse um segundo, um momento, sei lá, e tudo que for será uma coisa por um momento, sendo tudo coisas, ou seja, tudo é a mesma coisa porque qualquer coisa é uma coisa. Na palavra coisa é que tudo se encontra, ou na palavra tudo todas as coisas se encontram, inlcusive o tudo.
A verdade é que é uma loucura isso de a última coisa escrita ser a primeira num blog, afinal no blog efetivamente os últimos serão os primeiros e os primeiros foram os últimos o que é justamente o contrário de um livro, já que o último capítulo lido é o mais recente na nossa cabeça, mas já lemos todos os anteriores, já no blog a gente conhece o blog de alguém e vai lendo ao contrário, por isso não pode se importar com a ordem e haverá apenas uma ordem espontânea que mesmo não espontâneo denunciara alguma coisa, nem que seja isso mesmo (isso, no caso, seria a falta de espontaneidade).
Mas a questão não poderia deixar de ser o ano que acaba quarta (mas que já acabou hoje no Zorra Total e no Altas Horas (vide vós que não saí este sábado, tampouco preocupei-me em pegar uma fita, mas não digo que não fiz nada pois estava bom fiquei com preguiça de explicar) e mandei essa piada lá na minha irmã (na casa dela, uma metonímia talvez, se não errei) enfim) dizendo após o 10-9-8-7-6-5-4-3-2-1 do Zorra Total que “então é hoje? E a gente nem combinou nada!” na hora ficou tri engraçado, mas entretanto contudo enfim como vocÊs sabem eu vinha pensando (em verdade como eu sei, porque eu tenho talvez mais de 300 páginas escritas de regras pessoais motivações anotações filosóficas puras metas resoluções que me ocorreu agora (agora há pouco, para falar a verdade) eu as teria de trasncrever todas para deixar este texto (post, enfim) tornar-se relevante no sentido de dividir minhas descobertas (o que seria uma espécie, ou ao menos gÊnero, de conselho) então não é o caso, mas falando em caso o caso é que as minhas resoluões são muito parecidas desde 2001 e praticamente as mesmas desde 2004, quando minha vida mudou muito por causa da beleza – e desde 2001 por causa da beleza também, mas sempre por causa da beleza) e, na boa, agora fiquei com preguiça de desenvolver tudo isso, mas envolvia algumas frases e/ ou metáforas de efeito, tais quais/ como precisamos responder para que perguntem depois e uma outra muito mais sofisticada e óbvia na mesma medida, que havia usado para com minha irmã na minha irmã (metonímia nesta última palavra irmã) que era assim a justiça é cega e portanto precisa de provas, mas a rigor todas as outras coisas são cegas também e precisam de prova também: melhor falado, para quem sabe eu pôr no twitter: a justiça precisa de provas por ser cega, e todo o resto também, mas como não é uma música nem um poema eu não encaixarei em espaço algum e fica por isso mesmo – então eu quero que 2009 seja mais divertido, eu dei um exemplo de uma bola vermelho no qual num determinado contexto a bola vermelha seria a alegoria e/ ou representação visual do que nos incomoda e a bola vermelha ou vai para cima (pelo desprezo) ou volta para (pelo protesto, ou algo semelhtante, em verdade pela ação, pela atitude) ou ficava na gente, através do rancor ou da reclamação – do tipo “eu poderia fazer melhor” ou “se eu quiser eu faço o que eu quero aqui”, ou seja, palavras inúteis, e me ocorreu de passar a usar as palavras só quando elas atingirem um status de ação (serem tão úteis quanto um soco) ou quando forem para me aliviar (ou os dois casos se é que no fundo – ou na superfície – eles não são o mesmo (caso R$ 10 que são). Mas me ocorreu que um quadrinho (uma história em quadrinhos, metonímia novamente talvez) cumpriria esta função de modo mais popular, eficaz, poético e divertido para mim – e menos preguiçoso, o que talvez seja um mérito por não ser um pecado capital (que é a primeira lição de auto ajuda da história e de religioso no sentido pejorativo não tem nada), enfim, de ser mais ativo, no sentido de praticar, realizar, pois eu curto mesmo a ação – então se for palavra, tem de ser palavra em forma de ação, pois talvez o resto seja uma filosofia mais competente – tudo o que eu queria falar sobre o nojo que tenho de como as pessoas analisam com bons olhos precocidade está nas tiras do Calvin – funk é tão bom quanto Joyce, pode crer, cada um no seu quadrado mas é muito foda tudo isso – um palavrão para não dizer várias palavras
Então assim ó eu vou comprar (comprarei, enfim) um violão, voltarei (vou voltar, enfim) a lutar (como prática esportiva mesmo, pois estive sempre lutando de certa forma – e se
usarmos “de certa forma” podemos sempre ter feito ou não feito qualquer coisa)
em verdade eu tinha uma série de mas por agora paro. O que faltar prometo trazer de volta se for relevante, talvez num estado mais organizado.
Mas o que fica, e isso não deixo para amanhã, mas somente para o ano que vem, é que:

TRATAR DIFERENTEMENTE “NÃO QUERO”, “NÃO POSSO” E “NÃO CONSIGO” ATÉ TORNÁ-LOS OS TRÊS O MESMO.

OU TRANSFORMAR “EU SOU”, “EU FAÇO”, “EU POSSO”, “EU QUERO”, “EU ACHO DO CARALHO” ETC NA MESMA COISA.


quase T1000

2008,dezembro5,sexta-feira às 1:58PM | Publicado em diário | 7 Comentários
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Eu me reporto muitas vezes ao meu post nº2: 1º post, em especial à parte da euforia que não é bem euforia, mas sob a qual seria possível comer chocolate no almoço sem sair prejudicado por isso. Há dias nos quais eu tenho a sensação de ser feito de espírito, somente de espírito, de que se se está feliz nada mais poderia nos derrubar. Nem uma bala nos cornos. Porque o peso do chumbo do tiro não seria páreo para a leveza do vazio ou ao menos rarefação de ter se expressado, de ter feito o que tinha de ser feito. Em sexta-feira tchau vira bom final de semana. Bom final de semana. Feliz ano novo, Páscoa, natal e carnaval. Kit Kat p/ o jantar.

sexta feira 13º

2008,dezembro5,sexta-feira às 8:48AM | Publicado em diário | Deixe um comentário
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Hoje recebi o 13°. O 12º já era, e os outros 11 também.

rapsódia dominical atrasada de atraso justificado

2008,julho5,sábado às 2:27PM | Publicado em crônica, diário, hojes | 1 Comentário
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a Eliana (a dos dedinhos, a de se pôr a mão inteira, as palminhas também) de domingo último (que já não é mais o último, ao longo do texto explico) um cão adestrado, que são cães que não comem carne, somente ração, não no chão, mas na mão (as paupérrimas rimas – ou riquíssimos ecos – são para reforçar o tom de sempre que se tem nisso, poema pobrão, pobraço – e probidade, aproveitando a deixa, que se tem nisso), a fim de que equivalha a um prêmio. Por outro lado, a lei 9.503, o CTB, Código de Trânsito Brasileiro, alterada pela lei 11.705/2008, não determina que se dê dinheiro ou que se dê isenção (e normalmente não se dá nenhum dos dois, no máximo um descontinho no IPVA antecipado) para quem sempre foi certinho, para quem, quadrado, nunca bebeu uma gota de álcool porque ia dar uma volta na quadra (à esquerda 4x ou à direita em igual nº) para secar o carro. O fato que a única coisa que eu sabia que fazia as pessoas não beberem era o antibiótico. Agora esta lei.

No domingão do Faustão (paupérrimas rimas calham aqui também) tigres que não comem carne, tigres domesticados, que são tigres de Kanchaburi, que são tigres cuidados por monges, se é que são os mesmos constantes na revista Discovery Magazine de outubro de 2004 (um ano que durou mais de um ano para mim) edição nº 3 (3 de outubro eu nasci, mas não de 2004, pois teria 4 anos ou este ano faria 5 na data dita, o que me tornaria um fenômeno do crescimento) por cuja posse paguei oito reais e noventa centavos (R$ 8,90). Digo isso porque eu via o imortal se firmando como líder do campeonato num aparelho televisivo, e isso dos tigres aparecia no outro, pois estava num bar por não ter querido ir ao campo naquele dia, e bares têm mais de uma TV, e distribuídas em mais de um canal pois nem todos são gremistas, e nem todos gremistas querem ver o jogo do Grêmio. E vi porque tigres são fascinantes, fascinantes, são cânceres da natureza, então digo tudo isso pois assisti à matéria sem som, e com a atenção (tensão não houve, pois os tigres estavam dentro da televisão e o tricolor vencia fácil) permutada entre uma TV e outra.

No ZH, Marcos Rolim mui oportunamente falava da vergonhosa demissão do motorista do Palácio Piratini. Vide vós que andei pelos veículos populares (não me refiro aos carros mil, ou carros mis, se houvesse plural neste mil-adjetivo) e sim a isso que me referi (TV aberta, jornais de maior circulação em suas terras).

Em suma, aqui são episódios de domingo último, dia vinte e dois de junho de dois mil e oito (22/06/2008), portanto um texto atrasado, mas o tempo me não importa muito, não nesse sentido, de sucessão, de ordem, de medida, de mensurar informações, pois elas cá estão ainda. E se me proponho a falar do ônus da ordem nada melhor que me livrar dele.

E finalmente o atraso justificou-se justamente por causa dele: hoje, já quinta-feira (que devido a novo atraso não é mais hoje, mas sim semana passada, e agora, neste momento, terça, dia 1º de julho de 2008), já passadas mais de 96 horas do domingo (e agora horas e horas), antes de sair de casa ouvi uma reportagem que quem via era outra pessoa a respeito de uma rosa que nascera espontaneamente sem espinhos em Fortaleza.

Uma rosa sem espinhos.

Chamam-na Iracema, homenagem à sedosa pele da célebre personagem de José de Alencar (s/ “de” é o Ilmo., ou V. Ex. a., ou ainda “apenas” Sr. Presidente em exercício quando o Lula não está, ou simplesmente o vice).

É certamente umas das metáforas-chave, essa da rosa ter espinhos.

E neste caso ela não tem. Uma subversão-chave, diria, com propriedade de quem disse o que agora mesmo disse.

Era uma verdade, uma regra quebrada. E neste caso, a regra quebrada metaforiza a regra instituída: tirar os espinhos da rosa.

Voltando àquele domingo, no domingo meu, de vida privada, meu avô, o seu (não seu de teu, seu de Sr. (ou V. Ex. a., ou Ilmo., tanto faz, tipo seu Madruga) Marcolino, disse (o que era para ser epígrafe deste):

“Se eu bebo um copo de vinho não me muda nada.

Agora, se eu tomo um tanto assim (indicou com o dedo o equivalente a menos de 100 ml, acredito) de cachaça, não é que me dê sono nem nada, me dá coragem.”

Seu Marcolino

Meu patrão na repartição disse o seguinte na segunda seguinte àquele domingo:

“Eu não gastei um centavo este final de semana (isso num contexto que, mais que dar a entender, dizia (entanto sem todas as letras) que foi porque teve de dirigir e portanto não bebeu). ”

Meu patrão na repartição

Vide vós as vantagens da vida regrada. Do cão não comer carne.

A colheita da lei (da ordem) já aparecendo. E da ordem para o progresso, como diz a nossa bandeira, ou pelo menos a bola (esfera) azul que há no meio dela, segundo a qual eles, a ordem e o progresso, podem ser mesmo considerados uma dupla, enfim, dela para ele é um tapa.

Já vislumbro novas leis: a proibição de quaisquer tamanhos (e não somente a mini, que por sinal nem é proibida) de saia para evitar brigas em bares, para evitar ciúmes e conseqüente atos violentos e conseqüente homicídios culposos e/ ou dolosos.

A proibição de garotas (algumas) gostarem de rapazes rebeldes (alguns), a fim de evitar que rapazes empinem motos, bicicletas, pipas (o perigo da rede elétrica), executem saltos mortais em piscinas (perigosíssimo) e tantas outras façanhas apaixonantes dignas dos mais interessados e interessantes olhares femininos.

É certo que a estética canina carrega consigo o sacrifício, vida de cão, underdog, cão do caralho, eu não sou cachorro não, e o sacrifício remete a treino, que talvez seja a palavra que eu deveria ter usado, claro, sacrifício para alguns, mas confinamento de atividades num modo geral. Então o cão do lobo foi-se disciplinando (uma miríade de anos treinando, até na sua indisciplina, de cometer erros, aproximando-se dos humanos e à imagem e semelhança (em tentativa) desses) até tornar-se cão. E os cães são potencialmente piores que crianças, são piores até que a Casadovinho (tema a ser abordado em seguida), e o que os faz ficar bem é o cumprimento das ordens, é o que, oprimindo-os, torna-os melhores.

E além disso a lei incentiva o transporte coletivo, o táxi (uma coisa meio NY), posto que ninguém quer ser motorista, especialmente conduzir ébrios no próprio carro sem poder se tornar um deles – nem a opção de, na impossibilidade de ir contra, juntar-se ao inimigo. E talvez o mesmo faça com a boêmia local, ir a festas a pé no próprio bairro, até o momento de proibirem andar na rua bêbedo (ok, está foi uma ironia exagerada e, portanto, devido à semântica dessa palavra, desnecessária). Já não se bebe mais em estádios no RS, e quase tivemos ano passado Grenal campo único, quase vira no seio de seu espetáculo maior só GRE ou só NAL. Pois sim, se não bebermos quando dirigirmos não haverá problemas.

Algumas abstenções sempre fizeram bem aos budistas, aos militares, aos abdominais definidos entre outros felizes exemplos.

Mas há ossos do ofício. Há mesmo mortos do ofício.

O rei do Chapolin, o rei que ganhou a roupa que só os inteligentes podiam ver, que em verdade me fez lembrar o Hans Christian Andersen, que em verdade tal rei, o Rei Nu, era seu, e fora adaptado por Roberto Gómez Bolaños, assim como o foram Chaplin (ou melhor, Carlitos) e Peter Sellers (ou melhor, Inspetor Jacques Clouseau), por isso, sem desmerecer o grande trabalho do Chave del Ocho, eu prefiro o Carlos “Quico” Villagrán, que aliás fez, e muito bem, o papel do rei pelado, pelado de inteligência, inclusive, pois não via o tecido, ou astúcia, pois não percebeu a fraude, porém, voltando ao que dizia, penso que não se tratava efetivamente de tal rei, pois o monarca que eu tentava lembrar e lembrei o rei nu, era em verdade um rei que fazia uma lei conforme as coisas sucediam e é bem famoso justamente por este hábito e me ocorreu que como eu confundi talvez confundira-se o Hans Christian Andersen ao pensar que o rei de Roma cuja roupa o rato roera era o rei da roupa fraudulenta de sua imaginação tão fértil que teve esta imagem semeada como se idéia dele mesmo fosse.

Uma colega minha cujo nome não citarei mui oportunamente me informou que eu deveria trocar meu carro, o qual eu adquiri em 2006, apesar de ser modelo/ano 2005, e mesmo na concecionária e 0 o quis assim, atrasado, pois era o modelo de minha preferência, enfim, o meu, o Trovão Azul (homenagem a um peixe beta morto pela sua esposa na infância em vista da nossa ignorância em relação aos hábitos acasalares de tal espécie), já teve seu 2º aniversário comemorado, beira os quarenta mil km, já tem suas marcas, por isso tudo oportunamente me disse a inominada colega que ano que vem vem o novo modelo, que na Europa já seria velho, ou ao menos sabido, mas sabido, no outro sentido, é o meu, que sabe me deixar o levar aonde eu quero quase automaticamente e já esconde as coisas que eu esqueço quase como se soubesse isso também. Virão novos Clios (que também é uma das nove musas, aquela que carrega um moleskine escrito Thucydide na capa, que inventou a guitarra, e que pode bater no peito de dizer eu sou a musa da criatividade e da história – essas duas realmente andam muito próximas, se pensarmos na invenção de histórias, bem como nos atos que fazem alguém participar da versão real da história, aquela ciência humana, no caso). Sim, novos Clios virão, mas não novos trovões, pois trovões são meio que raios, e portanto não repetem seus fracassos, sucedem num lugar só, seu sucesso muito se deve a seu fracasso, então, a este tipo de fracasso sempre inédito, então novos trovões não vêm, ou o ditado está errado, ou foi ditado errado.

Se eu acatasse o conselho dado (e não vendido) pela minha colega, isso me deixaria mais rico, mais avançado, mais progredido – tudo o que uma nação ou qualquer lugar que mantenha uma bandeira gostaria de ser. E me deixaria sem meu Trovão.

Trovão é chamado também o rugido dos tigres.

Mas a quem e para que ruge um tigre vegetariano, ou onívoro, ou mantido a rações, que seja? Que, nascendo, tendo sido planejado para matar, não mata?

Um tigre sem garra é uma coisa triste demais; porém um tigre com garras que as olhando se pergunta para que as tem talvez seja duas vezes mais triste, ou talvez pior ainda o tigre que caça bolas e nem sabe que poderia estar vivendo do que brinca, estar caçando um antílope, ou até um búfalo, ou até um urso, com a emoção de ter de vencer para comer, ter na caça a vida em vez do hobby, e este é o caso mais triste destes três tigres tristes e porquanto seja três vezes mais triste, já que antes foram duas e simples.

A Amy Casadovinho está p/ lá da casa do caralho, ou para lá de Bagdá, ou Marrakesh, enfim, isso segundo a imprensa, e me surpreende até que haja surpresa nisso, que isso não é novo, e os jornais chamam-se NEWSpappers, embora em português seja Jornal (diurnale, de diário – e, sabemos, nem todos os dias são diferentes). Enfim, novamente, a moça de voz tão bonita (ou a voz de uma moça tão inquieta) faz coisas que a maioria das pessoas não acha bonito, mas para ela creio que seja, senão não faria. O prazer sempre é bonito para quem o sente, mesmo que por fora possa parecer feio ou ridículo. “Deixa ela (sic.) quietis”, diria Mussum, ou beberia mui felizmente da sua bebida (hic)(de soluço). Coisa que nenhum dos dois deveria ter feito tanto (e tampouco Vinícius, e todos os exemplos que vêm em flash nas nossas cabeças), mas talvez se não tivessem feito não falaríamos deles agora, ou daqui a pouco, que seja.

A (in)conseqüência da vida selvagem, do tigre comer carne.

Sua ordem é a selvageria. É com a selvageria que os animais se organizam melhor do que nós, a menos que nosso caótico sistema seja um organismo organizado se visto de fora, sem as sensações de quem o sofre por dentro, stress possivelmente dividido pelos animais também dentro de seu sistema que externamente parece perfeito (como dizem, a natureza é perfeita).

Se a ordem comum dominasse a Whinehouse talvez ela prendesse sua poderosa voz, seu harmonioso trovão. Muito do que ela faz é proibido. Mas a quem quiser lhe ordenar, ela ruge:

No, no, no.

Não, não, não.

Na, na, na,

ni, nã, não.

Havia um velho que sempre passava o dedo no gargalo da garrafa de azeite de oliva. Sua esposa igualmente sempre dizia que era uma falta de educação para com os outros presentes à mesa. E é em defesa dele que eu falo um pouco – a coisa brechtiana de margens opressoras com caras de santinha.

Como o punir?

Se ele faz o que lhe é de instinto fazer, exerce seu prazer.

Tire as crianças da sala, não mude a sala por causa delas.

As crianças que sejam protegidas. Os não-fumantes que fiquem nas salas fechadas. Os incomodados que se retirem.

Porém no escuro de cinema eu ainda mato um mastigador exagerado de pipoca.

Então o chupador de azeite de oliva incomoda.

Como o punir?

Aí vem a lógica do velho do saco. E quem quiser o desafiar que desafie.

Controle da selvageria tem de ser moderado, para que a selvageria se modere espontaneamente, sob pena de, oprimida, ela, como uma mola, voltar-se mais e mais forte contra quem a impede, contra quem a impele não poder ser.

O bom senso cuidaria disso. Mas no Mc, se sai um pedido errado, eles jogam no lixo, jogam dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebolas, pepinos e pão com gergelins novinhos direto no lixo. Do contrário o pedido errado seria objeto de ocorrência intencional com fins de benefícios ilícitos, do tipo levar um nº 1 grátis, ou uma batata média, ao menos. E eu aposto com vocês que ia dar muito. Infelizmente. Então nosso bom senso precisa ser censurado, sob pena de virar bagunça. Ou espinhos, talvez.

Precisamos da lei. Evidentemente. Precisamos de punição severa para quem se torna uma arma letal no trânsito (ou em qualquer outro lugar). A parte da tolerância zero não é boa, aliás, a tolerância zero à parte – tolerância zero é piada, e piada da cômica personagem do cômico finado Milani.Tolerância existir sempre é bom, o seu excesso é tão ruim quanto qualquer excesso, e sua falta é tão ruim quanto qualquer falta.

Alguma alcoolemia ao trânsito não nos fará mal. E querem resolver com a lei a várzea que era até agora. Pouco puniram indivíduos realmente assassinos em carros com o rigor que vem sendo punidos os copos de cerveja, as taças vespertinas de vinho que fazem bem à saúde e os brindes de champanha.

A minha colega é super legal, mas como ela vem se meter na minha vida?

Como esta lei da porra me aterroriza?

Não mais (talvez) poderemos tomar uma e voltar para casa devagarzinho, quase parando, tomando cuidado.

gancho = metáfora : trovão tigre três coragem outubro (revolução) proibido atraso mudar ordem progresso atraso bola opressão tolerância selvageria flor nascida espinhos rosa domingo tv regrada quebrada erudição etc

Eu pensava no fim do (daquele, agora) domingo no poema I, 3 dos Sonetos a Orfeu, porque o havia lido, na rima ABABCC (na tradução de Augusto para o português BR, a língua brasileira, que o próprio Augusto vem ajudando a construir) vs. ABACBC (original de Rilke), e na materialidade, ou somente no movimento mesmo, das palavras próximas alento/ vento, Verrint/ Wind. E num poema quase seguinte a este, o I, 11, da conjunção dos astros e alegria por crer na ilusão. “Vem que a felicidade mora aqui, tudo é ilusão” cantaram também no domingo popular da televisão aberta do nosso Brasil, Didi e Dedé, juntos novamente, como a ordem e o progresso. Agora falta só o Dadá Maravilha, o Dodô artilheiro dos golos bonitos e algum Dudu por aí, e daí teremos um quinteto vogal, que poderá ser vocal ou de qualquer outra atividade.

E no fim da grade televisiva comercial daquele domingo um programa local o Tele-Domingo (o qual há tempos não assistia por me deixar depressivo ao lembrar-me da segunda-feira vindoura e conseqüente tédio incutido nela por causa de um sistema rotineiro de aquisição de dinheiro), que, aliás, talvez seja o que de melhor a RBS nos dê, dava uma reportagem sobre eutanásia animal, e eu penso que o cão pela incondicionalidade com que se entrega é realmente o melhor amigo do homem, e não poderia o Uísque ser sua versão engarrafada, posto eu ter pensado (e citado – o nome, não alguma frase) em Vinícius lembrei-me disso, pois antes disso o homem é o melhor amigo do Uísque, até por ter lhe dado a vida ao lhe libertar dos grãos, o contrário do que fez com o cão, de cujo qual privou-lhe a selvageria (mas talvez tenha o libertado do lobo e talvez o uísque também seja incondicional).

E parei em amigos pois falávamos (se considerarmos isso uma conversa) em cães, e falei (ou falamos, então) em Didi e Dedé, Quico e Chaves, amigos que foram e voltaram, que são mas não foram muito tempo e hoje aqui no centro de Canoas cantavam a música Amigos para Sempre naquela versão brasileira, aquela da primavera ou qualquer das estações, e isso, hoje, 4 de julho, ajude a justificar o atraso. E o atraso é também um recurso conceitual que lanço mão não espontaneamente mas me apropriando do acaso como Pollock talvez tenha feito da tinta e tantos outros exemplos, pois a maioria do que aqui escrevi relativo à lei seca no trânsito foi no calor da hora, e isso permanece atual, há notícia todo dia, é a Isabella Nardoni do momento.

E o Hababaca, fora a coisa de nos trazer o drástico de Bufallo Bill para nossos tempos, fora a coisa de mostrar que a realidade da morte não é tocante, pensemos no exemplo do cão: o cão não se sabia preso.

Talvez não saibamos o quanto estamos presos.

Ou não valorizamos o saber de estarmos vivos. E livres, do que se pode dizer ser vivo por excelência.

Então é preciso viver urgentemente. Ou libertar-se para isso, também urgentemente.

Transformar a pressa em prática, em coragem continuada em vez de pessimismo adquirido, ou invés mesmo, pois isso semanticamente simboliza o contrário (ao invés de ir, voltou, descer, subiu) para poder desamarrar-se, para não morrer.

Pois amarrados morreremos. E morremos aos poucos.

O que faz do ser humano ser mais humano?

O ser humano vem sendo domesticado.

O cão é mais cão quando é mais lobo ou quando é mais gente?

O cão é cão porque não é completamente lobo e porque não é completamente gente.

O ser humano para matar ou para criar uma obra-prima desvia-se do mesmo modo do comum.

Abster-se do comum para se extremar. Abster-se do comum imposto.

E ainda assim humano.

E emerge do coração uma necessidade de erudição, de se livrar da TV aberta, da janela aberta que nos encerra nela. Uma jovem nua para um jovem padre. Uma doce flor aflorando bonita e cheia de adjetivos e pleonasmos. Para verter o processo contrário, e resgatar verdades da profundidade atemporal e não imprimi-las em superfícies sazonais. O sacrifício pela beleza, nem que seja uma beleza que sirva a mim mesmo, somente, o sacrifício de criação.

A Arte é uma ferocidade.

A maneira de achar felicidade é a ferocidade de cada um.

Du mußt dein Leben ändern.

A abstinência faz dos cães mais cães e dos tigres menos tigres.

indiana joão

2008,junho10,terça-feira às 11:18AM | Publicado em critica-se, diário | Deixe um comentário
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Antes de tudo, este título merece uma paródia a ser mais explorada. Mas já vale por enquanto.

É sobre Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (como se suspeitava desde o princípio). Sobre isso, iniciara eu um esboço mental ilustrando a ilustração do plano inicial, em que um carro cheio de jovens sendo guiado doidamente invade o espaço de uma frota militar guiada organizadamente: mudanças, o novo invadindo o velho, mas um velho que se mantém, um velho conotado de antigo, velha guarda, e não de ultrapassado. Mas, ao ler algumas críticas, vi que tudo o que está no filme já está bem marcado: a paranóia dos EUA; a visitação às propriedades originais da série, especificamente a relação estabelecida com o primeiro filme (e segundo aventura cronológica) da trilogia do século passado; o conflito ceticismo x mágico (sintetizado conceitualmente pela anamorfose que faz da ponte invisível no desafio final de A Última Cruzada, como disse aqui); as pontuações de época; um potencial não aproveitado plenamente; a afirmação da ação acima da realidade, criando um espaço de violência e risco lúdicos, como homenagem à ação e o que ela representa em cinema; o retorno a ícones de cinema, como Clint fez n’Os Imperdoáveis consigo mesmo, buscando o real de sua personagem lendária, e como Stallone e outros fizeram recentemente; a mitologia mesmo e a micro-mitologia de Jones, o universo mesmo e o micro-universo de Jones etc.

Só não posso ouvir o filme é longo demais. Isso pode até ser certo, mas é o tipo de crítica que não gosto de ouvir, simplesmente não gosto. Que ele tenha explicações desnecessárias, cenas repetidas, mas um filme nunca é longo demais. Todo diretor deve chorar algumas cenas cortadas pelo nobre trabalho do montador.

Mas eu tirei o melhor do filme: recebi um presente do meu subconsciente ou adquiri uma capacidade ainda não dominada de escolher os sonhos (o que talvez dê no mesmo): eu me sonhei como Indiana Jones.

S/ chapéu, s/ chicote, s/ estes clichês, mas numa aventura. Mistérios revelados. Queridos entes juntos, salvando-os. Ovos de dinossauros, dinossauros. Emoção de verdade que não acontecem de verdade. Tudo dando certo no final. Fugindo da morte, pulando quando se precisar pular, socando quando se é preciso (mas não necessário somente, vontade sempre).

Tanto no filme quanto no sonho, sabe-se que no final não se vai morrer. Então é um jogo de fugir da morte.

E no sonho, tem-se a sensação de que crer que não se morrerá é ser imortal.

E ontem pela manhã chovia (tal qual o mar num céu com furos de Saramago) aqui em Canoas-RS (precisaríamos de canoas, se eu fosse de trocadalhos do carilho (como este por si só sintetiza a babaquice (no bom sentido) deste método)) e, para ter dinheiro, é preciso vir p/ repartição colaborar com/ lutar contra a fama que os funcionários públicos têm.

E depois do sonho de ontem…

eu não nasci p/ isso.

luz.a.zul

2008,maio19,segunda-feira às 4:38PM | Publicado em diário, Não classificado | Deixe um comentário
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Sabe aquele método de pegar no sono vendo Jô Soares na TV? Fiz o mesmo ontem, no que tange a prática, entanto substitui a televisão pela janela e a Jô pela lua em sua fase cheia (o Jô está sempre na sua fase cheia). Não fui para a cama sem ela. p.s.: Isso foi escrito à luz do luar, ao luar, portanto; sem romantismo, mas escrito assim mesmo, no escuro, só com o luar, mas sem romantismo mesmo; hoje me parece piegas, piegas para caralho, mas era só a lua e eu, e a lua não é piegas, a lua é até quieta e eu também não estava tocando nenhum violão, então é piegas porque talvez não precisasse ter sido escrito, contado, lembrado.

 

about delay ou recado para mim

2008,maio15,quinta-feira às 10:08AM | Publicado em diário, joão-lírico | Deixe um comentário
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desse jeito

você chegará em junho

desse jeito

ainda

 

ico, maLLu magalhães, maria paula

2008,abril2,quarta-feira às 2:17PM | Publicado em diário, gente | Deixe um comentário
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Passo por uma banca quando leio na capa da Caras, ou daquela Quem que é de layout parecidíssimo: “Maria Paula diz “quero ter meu filho de cócoras””.

Muitos posts falando sobre MaLLu Magalhães, informando que ela toca mais de um instrumento, tem quinze anos, faz um som Dylaniano e por causa disso dizem ser um fenômeno.

Canoas – RS pára por causa da gravação do programa Patrola – ao menos o Ico Thomaz está no calçadão com um câmera e dando megafone para as pessoas se manifestarem – descobri que é o tal do “boca no trombone”.

Mas isso tudo não é em tom de crítica (e isso não é em tom irônico): talvez alguém passe e tenha a idéia de ter o filho de cócoras, e daí para se reencontrar com um modo de vida natural não leva muito;

talvez a MaLLu Magalhães simboliza a democracia na mídias dos nem tão novos tempos;

talvez alguém fale alguma coisa boa no megafone e venha a se tornar uma nova MaLLu Magalhães.

Pequeno update de 18/10/2008: vi a MaLLu numa apresentação pela (m)tv. Tudo bem que o Bob Dylan tinha o Woody Guthrie, e ter uma referência é saudável, e mais que isso fundamental ou inevitável, mas a MaLLuzinha imita o Bob Dylan. Não falo nem da gaita, nem do folk (isso seria ainda referência), mas ela lança as pupilas para cima como ele, e às vezes canta olhando para cima que nem ele. Se ela fizer algum sucesso, certo que vai começar a dar respostas sinceras para os repórteres. Ou de repente ela se acha no caminho.

I ♥ BBB

2008,março26,quarta-feira às 11:55AM | Publicado em 2º caderno, crônica, diário, gente | 4 Comentários
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bbb8

Ou melhor, I ♥ final de BBB.

O ♥ não era p/ tanto. Mas eu gosto da final. Aceitei isso ontem. Quando apareceu a Pitty, deu até vontade de cair no clichê, falar mal dela, dos participantes, chamá-los medíocres , da manipulação (às vezes eu perco a paciência e penso que quem se deixa manipular pela TV merece ser manipulado) etc. Mas ontem, não sei se era o bom humor, mesmo os greatest hits da Pitty estavam divertidos, a despeito de suas verdades adolescentes à matrix de “pane no sistema”.

Ontem a fraqueza das personagens (concordo com o pessoal que ninguém em tese mereceria levar uma cifra de 7 dígitos assim, mas por outro lado, expor-se dessa maneira é preciso no mínimo coragem, ou um tipo de coragem, que seja, e muita boa sorte) privilegiou a final, a indecisão na decisão (que pode ser tudo armado como muitos dizem, assim como pode haver leptospirose nas latas de alumínio). Mas, no fim, gosto do rosto da Gyselle (com y e dois l) com uma cara de emburrada, triste e emocionada enquanto Bial a comparava com as feras, ao dizer que elas (e ela) só comem e dormem, e só não o fazem quando vão à caça – o que me fez lembrar que aquele rosto dos olhos negros e então entristecidos encabeça o mesmo corpo que dança incansável e furiosamente, um corpo belo, popularmente belo.

No último capítulo eles editam a história (real, de fato) que se passou e isso que me agrada. São recursos de narração os mais óbvios possíveis, de cinema despretensioso (no mal sentido) água com açúcar. Em verdade, os recursos de edição são os mesmos de uma colação de grau, com a diferença de que o material tem bem mais horas a serem editadas. E não tem de agradar família alguma. Só as felizes famílias regadas à pipoca após as aparições justamente de Juvenal Antena: aí valem as fofocas, barracos, corpões etc. E se na formatura eu me emociono ao mesmo tempo em que acho tudo meio brega, tenho a mesma sensação no BBB.

Lembro de quando o Rafael declarou-se para Mariana dizendo que não poderia a beijar pois estava com um problema no dente, ou ele sendo flagrado olhando para ela com candura depois de tanta promiscuidade (ele se aliviava individualmente sob os edredons), com sua voz em off dizendo o quanto gostava dela; ou o Dhomini dando uma de Romário na copa de 94 e ganhando o Brasil à base da marra; o nerd xaropão Tirso (que tornou-se adjetivo por uns tempos) desbancando um bonitão lá – é vida real empacotada, ou melhor, enlatada e artificializada, como uma lata de sopa de tomates Campbell.

Falando nisso, se o formato do programa submetesse-se ao seu conteúdo, aí seria moderno, e talvez por isso ultrapassado; mas ele é pós-moderno, consagra conceitos de tribalismo, superficialidade, caos, despretensão, igualdade de ofícios, falta de autoria. Trata a fama como magia. É a acomodação do que fora antecipado por Warhol (não se preocupem não irei mandar a dos 15 minutos) e por outros. Uma tribo de sonhos oficialmente assexuada, mas ordenada pela sensualidade, ratos de laboratório do esquemão George Orwell. E, no fim, paradoxalmente, seus atores são como poesias concretas, de forma e conteúdo convergidos; são como a eliminada Juliana, de uma beleza à qual não precisa se submergir, uma sedução menos de casa; é superficial da superficialidade da imagem, do rosto de Gyselle, que sorri, deixa de sorrir, até chora, mas sempre está a tentar ganhar 1 barão de barões.

Uma pequena tribo fútil, que só vê quem quer, e possui uma lógica própria que premia a casualidade (afinal muitos de nós se ficassem à vontade lá poderiam ser fenômenos nacionais, e vi tantos candidatos ótimos terem sido eliminados logo de início e outros pamonhas virarem lendas, até porque o BBB é feito de gentes comuns, tanto que é só comparar a Casa dos “Artistas”), ao mesmo tempo em que valoriza a reação mais que a técnica, que o talento, como numa Copa do Mundo. E como numa Copa do Mundo, as fórmulas se reformulam dentro dessa lógica própria, e certos desvios de sorte valem muito. O que enche o saco é o reflexo de uma popularidade chata, óbvia, que se vê na preferência do povo, especialmente quando se tem algum candidato favorito pessoal que não vence. Eu cheguei a esse ponto só uma vez: fui fã do Professor Aloprado. Àquela época eu acompanhei toda a parte final (TV aberta). Quando aparecia o Endemol Globo eu ficava até triste. Tanto que a edição posterior àquela, a do superestimado Alemão, eu abandonei. Donde só retornei na reta final dessa, mas sem a mesma assiduidade.

Agora, como uma coisa pode emburrecer, daí eu não sei. O Big Brother é um produto e como tal pode ser consumido como se queira: é como a coca (cola). Você pode ler Guimarães Rosa, ser mestre em xadrez (com o mesmo critério que faz de BBB um índice de superficialidade, dá para fazer de índices de certa erudição – tão clichês também) e assistir BBB. Xadrez também é um produto e pode não ter todo seu potencial utilizado. Evidente que João e o jogo milenar (para não repetir nomes) podem ser considerados abridores de mente por excelência, ao passo que o Reality Show (a fim de não reprisar títulos) pode confinar além de jovens sarados a mente dos mais bobinhos. Pode-se emburrecer com qualquer coisa. Assim como se pode se encantar com Rilke e João Cabral, com Décio Pignatari e tantos outros, eu gosto da poesia pop do Bial direcionada a dois nervosíssimos cidadãos sedentos por fama e dinheiro.

O Reality show joga limpo: eles estão ali para ficarem sumariamente milionários e todo mundo sabe, todo mundo aceita. Pior é quem ligava para dar 1 milhão para a Mara achando que estava fazendo uma boa ação, ô boa ação fácil. Mas que bom que ela pode ajudar a filha dela agora.

Mas não é p/ tanto (estou a me repetir hoje, em todos os níveis). Mesmo que pareça exagero o pessoal que passa o dia no Paper View e que trata cada paredão como reveillon, não é muito diferente de quem mergulha na obra e quer ler tudo que Balzac escreveu em detrimento de todo o resto. Estou me repetindo, mas só para afirmar que cada um faz o que quer.

Evidente que se a TV tivesse mais qualidade, manipular-se-iam as mentes para elas se não permitirem manipulação. E repito os parênteses lá de cima: quem se deixa manipular pela TV merece ser manipulado.

Só que a questão é essa: não dá p/ se exigir tanto. Como qualquer outra coisa que faz muito sucesso, o BBB gera ódio em muitos dos que não colaboram para tal sucesso. Eu mesmo tinha um anteprojeto de fazer um estêncil bbb6 no qual o 6 contaminava os b e virava um 666 – vi num livro de estênceis argentino uma idéia semelhante em relação à Xuxa (xxx, six, six, six, como dizem haver na música marquei um xis, um xis...).

E se hoje o Chaves del Ocho é clássico, é cult, o Big Brother Brasil o será nalguns anos.

E mesmo que seja um produto não da, mas para a burrice (quem se arrisca a definir burrice?), basta usar com moderação: uns instantes de “burrice” fazem bem, acalmam a cabeça.

Porém, no final do programa, eu enjoei um pouco mesmo, e hoje pela manhã recalculei o peso da exposição total na idéia de enviar um vídeo para a nona edição. Mas cogitei, afinal, eu sou brasileiro. E no fim (mas uma repetição – notem: BBB formato repetido, Campbell’s Soap, clichês… a repetição acabou tomando forma conceitual), foi só uma espiadinha (muito bagaça esse final, hein?).

Um bJoão e/ou um Grando abraço.

uma coisa mais leve e muitíssimo maior

2008,março24,segunda-feira às 11:49AM | Publicado em crônica, diário | Deixe um comentário
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A sexta santa foi calor. A noite foi daquelas noites que só nela é possível encarar a rua (tal como uma personagem masculina de Machado de Assis que preferia a noite ao dia, cujo conto a que pertencia não me recordo pois havia confundido com Miss Dollar, que li também em 2002, possivelmente), embora durante dia inteiro tenha sido pouco possível ficar em qualquer lugar (aí se inclui a casa) sem esquentar muito.

Ideal p/ aventuras noturnas. Eu imagino na praia, à qual este ano não fui. Sábado o mesmo: mormaço, noite tropical.

E comemorava-se nesta época Cristo morto. Porém nenhum silêncio.

O domingo em si, o dia da ressurreição, foi cinza.

Nenhum barulho.

Cristo está de volta. E volta a melancolia, a reflexão.

* * *

Ontem, fazendo o caminho POA-Canoas, presenciei o incêndio na fábrica de fertilizantes Yara, que segundo a minha mãe era de velas. A fumaça preta já alcançava muitos metros. Claro que deixarei bem claro que não é uma coisa boa incêndio, vai ter problema para muitas pessoas, embora graças a deus (que estava comemorando seu 1975º aniversário de ressurreição) não houve ferido algum, mas essa desgraça toda, poluição causada, isso tudo é horrível etc.

Mas a sensação era a de ver uma nuvem do mal de perto. Era de ver o poder do fogo.

E era fascinante:

uma coisa muito maior, muito mais leve e muito mais poderosa que nós, mexendo-se, no céu.

Tanto que uma porção (talvez até uma multidão) de curiosos aglomerou-se nos arredores do infortúnio.

Hoje faz uns 28ºC e está nublado. Passou por mim hoje no centro de Canoas um cara igual ao Shyamalan, ou ao menos igual (no sentido de “lembra”) a todos os outros descendentedes de indianos.

dia feliz

2008,março10,segunda-feira às 8:45PM | Publicado em 2º caderno, diário | Deixe um comentário
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