camallu

2008,novembro25,terça-feira às 11:23PM | Publicado em alt+3 ou ♥, bobajada, gente | Deixe um comentário
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a 1ª pedra

2008,outubro28,terça-feira às 10:11AM | Publicado em crônica, hojes | 4 Comentários
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Eloá morreu. A culpa é da imprensa. A culpa é da polícia. A culpa é do culpado. A culpa é da Eloá. A culpa é do amor. Bruno Barreto disse que o caso de Lindemberg é parecido com o do ônibus 174. Sandro participou da chacina da candelária. A polícia participou da chacina da Candelária. A imprensa falou que a chacina da Candelária não é legal. Lindemberg ama Eloá. Sandro não amou. Luiz Eduardo Soares escreveu um livro (entre tantos outros) no livro uma coisa que mostra (entre tantas outras) o BOPE é cruel. José Padilha dirigiu um filme a partir do livro de Luiz. Capitão Nascimento para presidente. O BOPE é herói. José Padilha dirigiu o documentário ônibus 174. Um policial do BOPE matou sem querer a refém. O BOPE é vilão. Bruno Barreto pode ir ao Oscar com o filme 174 última parada. Bruno Barreto é herói. Bruno Barreto perdeu o Oscar em 97. Bruno perdeu o Oscar. José e Luiz pensaram o ônibus 174. Gabriel o Pensador fez uma música 175 nada especial. O policial errou o tiro. O Lindemberg perdeu a vida. O Lindemberg errou. O Sandro errou. A imprensa disse que eles erraram. A imprensa disse que Bruno perdeu o Oscar. A imprensa não disse que ela errou. 40 mil pessoas no enterro de Eloá. 1 pessoa no enterro de Sandro. Sandro morreu.

Bem, falando mais racionalmente (ou oficialmente, pois raciocínio da mesma forma e a irresistível comparação-clichê fôrma) sobre o assunto, fiz um comentário tão extenso que o poderia transformar em texto, mas como inventaram o link, vide o texto de João Paulo Lima ao qual o comentário seguinte se reporta, para eu registrar sem os palavrões o que fico falando mais ou menos para todo mundo quanto o assunto é este. E assim é bom porque já dá para se saber o processo que resultou naquele texto caixa 14pt lá em cima. Ei-lo:

Esta síntese de ficção e realidade seria uma tendência pós-moderna, de a vida real ser o espetáculo, dos 15 minutos de fama. Mas o que prudentemente chamaste atenção é para o fato da imprensa “ficcionar” a realidade, ou seja, forjar uma hiper-realidade, ainda que o real alterado seja o do mundo criminal, da notícia, o que exige muito mais responsabilidade (ou neste caso culpa) do que um produto cultural, como um reality show.

Porém eu repenso o papel de um terceiro elemento que agrega o seqüestro em si, que complementa o papel da polícia e da imprensa: nós, os espectadores, os que também contam a história.
Criticamos a imprensa, mas a visão que temos foi fornecida por ela. Claro que podemos filtrar a informação que recebemos, mas não podemos ter mais informações do que temos. Analisamos o caso da TV sem conhecer pessoalmente nenhum dos envolvidos e neste sentido colaboramos para dar a ficção desta realidade, porque ainda não possuímos o conhecimento desta realidade.
Há quase um consenso em dizer que houve erro da polícia e que o rapaz se alterou devido à presença da imprensa.

Sobre o que falou Bruno Barreto, há a teoria de Luiz Eduardo Soares, da invisibilidade dos meninos de rua, da qual ele fala no documentário de José Padilha. Segundo ele, o menino de rua quer ser visto, quer marcar sua existência no mundo, pelo qual passa despercebido (quando aponta a arma ele está a estender a mão para pedir ajuda). O caso do seqüestro pode ter sim suas semelhanças (e muito provavelmente tem), porém no universo de Lindemberg, dele para Eloá, para seus amigos, para o mundo todo ver; mas temos de lembrar que é um caso pessoal, posto que o caso do Sandro do ônibus 174 é o recorte de um caso genérico, baseado no estudo de um nicho (sub)social (perdoem-me os termos não técnicos): os meninos de rua. Mas o caso de Lindemberg é muito específico, não se pode classificá-lo ainda num nicho determinado, como se pôde no caso de Sandro (e isso somente após ir atrás das informações da vida do rapaz, de investigar uma possível origem de sua motivação – o filme de José Padilha citado antes é um belo estudo sobre isso).
O que quero dizer é que é cedo para falar e que temos apenas uma superfície, fornecida pela imprensa. A impressão que tenho é que fazemos análise sobre uma versão de história, desde o começo encaixamo-la no caso do rapaz-que-faz-uma-besteira-vira-um-show-e-gera-uma-tragédia-sem-querer, subestimando sua capacidade criminal e superestimando esta influência da imprensa, e tudo isso sem ainda conhecer a história mais a fundo.
Com a ação policial o buraco é ainda mais embaixo, pois muito da técnica que aprendemos para criticar a técnica deles vem novamente da imprensa, de entrevistas de especialistas, opiniões de autoridades no assunto etc. Mas, a não ser raríssimas exceções de alguns que devem ter algum conhecimento tático sobre seqüestros, o conhecimento destas opiniões não nos habilita a fazer análises próprias. Somos ainda leigos. Eu posso dizer que tal fulano especialista nisso e naquilo disse que eles erraram, mas eu não tenho condições de afirmar o mesmo.

Claro que teu texto analisa o caso também como um exemplo, como ilustração (mas não somente isso) desta influência da imprensa, o que é muito bem observado. E sutilmente fala da fabricação (ou “potencialização”) de criminosos por parte dela e da polícia, outro ponto importantíssimo. “A responsabilidade da mídia sensacionalista precisa ser discutida e apurada”, como disseste, bem como a hipótese da polícia ter cedido à pressão da mídia (quando talvez nem devesse deixá-la se envolver tanto, dar tanta atenção). Assim é importantíssima não tanto a conclusão (porque se tem falado dela por aí), mas a análise (e o recurso de comparação com a tragédia) que usaste para se chegar a ela. Mas creio que temos de ter cuidado ainda com a simplificação do fato (não é o caso do teu texto, mas sim do que ele pode gerar nos seus leitores) para não sermos também vítimas desta “recriação do real”.

avisos

2008,outubro7,terça-feira às 2:43PM | Publicado em editorial | 3 Comentários
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Esqueci-me de avisar: há um texto meu no Amálgama. E ia pôr a frase sobra a Lavínia Vlasak (ou Vaslak, ou Vslak, ou wsalksvlka) aqui, mas aí enquanto eu hesitava e hesitava como faço com centenas de coisas escritas, fiz um Twitter p/ estas coisas passageiras e pus lá (não sei se durará, mas de grátis até ônibus errado*).  Enfim, avisado.
*Claro que não. Ou comigo não, violão.
Trecho do texto:
“ (…) o mundo hoje é um pouco (ou um muito, ou muitos muitos) este saco de gatos mesmo e quem sabe é tudo farinha do mesmo saco: Guimarães Rosa e Mulher-Melão, é tudo informação – tudo pode ser 0 ou 1. E sim, você pode escolher 0 ou 1, sim ou não, ser ou não ser. Ou pegar o 0 e o 1 e fazer uma combinação, misturar o improvável, algo tão óbvio que até a Coca zero faz (…)”

Colisorzão de Hádrons 2.0

2008,setembro15,segunda-feira às 9:40AM | Publicado em 2º caderno, bobajada, gente | 2 Comentários
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Dessa vez maior: 40 km de largura. 78 anos de feitura. Um projeto guardado em segredo por anos.
Mobilizou toda a comunidade estelar: várias celebridades que, embora não saibam por que estão ali, ganharam um ingresso vip e curtem o evento do ano com alegria e descontração.

 

No centro do debate (ou na intermediária, porque no centro estão os flashs e os mais sexy do ano), e da máquina, a cabeça: investigar os mistérios da cabeça – pois, como no espaço, a maior parte do espaço é vazio.


10¹ KB de memória para acelerar as partículas à meia-luz: a colisão do tico e o teco.
Para ver se eles se cumprimentam, dão dois ou três beijinhos, comentam do tempo e decidam fazer alguma coisa juntos.

JOÃO’S OPINIÕES ruma ao ano II

2008,setembro12,sexta-feira às 3:13PM | Publicado em editorial, hojes | 2 Comentários
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1% de século. 1 ano. 365 dias. 8.760 horas. 525.600 minutos. 31.536.000 segundos.
Bem, o resto ou é fração de segundo, ou fração de século, ou de milênio.
Não revisei o cálculo, até porque o dia tem mais de 24 horas e num nível civil este ano foi bissexto. Mas deixemos assim pela simbologia.

Enfim, 1 ano no ar. Claro que em 1 ano (e em todas as outras unidades equivalentes) a maior parte do tempo eu não estava necessariamente produzindo, até porque as coisas são assim, mas boa parte do tempo eu pensava “eu tenho de deixar este blog mais fiel ao que realmente surge, em vez de ter aquela pá cheia (ou pás cheias – um carrinho de mão, pá, pá, parararapá) de anotaçõezinhas de idéias e textos apenas iniciados”.

Enfim, a velha discussão a respeito de possibilidade e realização, de qual eu tenho mais um texto rascunhado.

Enfim, para relembrar (em CAPS LOCK):
POST nº2: 1º POST, a pedra fundamental.
E os blogs que se uniram (mas tudo que tem lá veio p/ cá) e formaram este:
ESCREVÊ-LA
PQPETC

JOÃO’S OPINIÕES ANTIGO

E ainda no clima CAPS LOCK:  QUE ESTA DATA SE REPITA MUITAS E MUITAS VEZES, PELO MENOS UM TREZENTOS E SESSENTA E CINCO AVÓS DELA MESMO EU GARANTO, POSTO NÃO TER PLANOS DE ENVIAR TUDO À LIXEIRA AMANHÃ DE MANHÃ.

E, como não poderia deixar de ser, quem está de aniversário é o JOÃO’S OPINIÕES, mas quem ganha o presente é você:

colisorzão de hádrons

2008,setembro10,quarta-feira às 3:17PM | Publicado em hojes | 2 Comentários
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O LHC, Large Hadron Collider, 27 km, vários anos para ser feito, vários envolvidos, países, cientistas, vários $, centenas de bilhões de bits.
Um monstrão, uma toupeira colossal abaixo da terra para uma pergunta simples: de onde viemos?

Agora imagina o tamanho da geringonça para outras maracutaias, como “quem sou eu?” ou “o que você está pensando?”?

Talvez muitas respostas apareçam no túnel, afinal é um experimento.
Não custa lembrar, em 11 de setembro, além do que todo mundo lembrou, os Beatles gravaram seu primeiro single, em 1962 (não estou certo quanto a isso, mas esta coisa de se pôr em prática o que se queria fazer há tempos (e mesmo numa esfera pessoal, nesta época eu comecei com o blog) é coisa de primeira quinzena de setembro, mês-mudança, mês-início, mês-explosão, a menos que elas sejam ilusões sintomáticas da primavera meridional).

“Não te espantes com máquinas, com invenções de última hora. Inacreditável é a quantidade de elementos que ainda não obedecem aos homens.”
Mar, de Gonçalo M. Tavares

EUA passam à frente no quadro de medalhas

2008,agosto19,terça-feira às 4:19PM | Publicado em caderno de esportes, hojes | 2 Comentários
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Deram um jeitinho… fonte: http://www.nytimes.com/pages/olympics2008/index.html

olimpíadas até aqui em alguns segundos rasos

2008,agosto18,segunda-feira às 4:52PM | Publicado em caderno de esportes | Deixe um comentário
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Põe-se um prendedor no nariz das nadadoras sincronizadas a fim de evitar o excesso de beleza gerada pelos corpos das atletas somados aos movimentos por estas e usando aqueles executados/ Talita tá ali: 181 cm e parece uma guriazinha/ há pessoas que só cabem ou são vistos no esporte/ quem garante que todos atletas são homo sapiens?/ atletas brasileiros gritando porra em câmera lenta/ agonia a cada salto de cavalo, a cada salto do rodrigo pessoa, agonia a cada saldo de pessoa / por que o Brasil não está mais à frente no quadro de medalhas? Diego Hypólito movimentos perfeitos e só falam “irmãs Hypólito” / um filho de Michael Phelps com Shawn Johnson/ quem roubou a vara da Fabiana Murer foi o velho aquele fanático que atrás do cordeiro de deus achou o Cordeiro, Vanderlei. quatro anos antes nos quarenta e dois mil cento e noventa e cinco metros rasos/ quem procurou álvaro josé na internet descobriu que ele é pai da fernanda paes leme e como eles são parecidos como eu não havia visto antes desculpamos todos os atletas que pediram desculpa para o brasil o brasil que se desculpa antes quase o bial falando quem caiu no chão e ficou sem chão jamaica pouquíssimo acima de zero no woman no cry run woman run cristiane dias no lugar do léo batista cristiane camisa onze anti-dopping nos repórteres adjetivos anabolizantes galvão falando músculos impressionantes por causa dos feitos phelpianos que michael phelps é o novo pelé das piscinas pelé é o pelé dos gramados então o pelé propriamente dito que paga para não nadar pois nada nada ou não nada nada

Cesão tentou cantar o hino: a letra era outra: a língua era a lágrima.

Quando acabar “a Olimpíadas” eu atualizo com um novo.

dear prudence

2008,agosto14,quinta-feira às 2:32PM | Publicado em hojes, joão-lírico | 1 Comentário
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Looking around que eu me deparei e venho me deparando há algumas semanas com esta propaganda do preservativo Prudence nuns pontos de ônibus.

***
flutuar
tu, ar
tu
ar
***
Após descobrir (descobrir no sentido de começar a usar) esses três asteriscos, eu posso falar de coisas soltas (e óbvias): Eduardo Santos fez valer nos nossos nervos a máxima de que o que importa é competir. Fomentou um momento tão olímpico quantos os recordes Phelpsianos com 100% menos medalhas – porque competiu francamente.
E continuou franco ao falar.
Muito se chora quando se tenta falar o que ouvindo a gente sabe que chorará.
Porque a cabeça quer falar, mas quando se tenta o som caem lágrimas, porque é só o que se consegue emitir no momento, porque o momento (ou sua dor, ou sua alegria, ou só a dor, ou só a alegria) é grande demais (não para achar, mas) para proferir as palavras correspondentes.
E não há como vencer isso.
A lágrima soa como uma bandeira branca, como um tapinha no tatame no Judô.
***
E lágrimas nos olhos, bandeira branca, lágrimas de guerra calham neste escrito:

Máscara
<(Renata Nassif)

“nos dias de luto
deixo os mortos
à terra

maquiagem é escudo
o preto nos olhos
vela a perda

pinto o rosto
como quem vai
à guerra”

habemus vilã

2008,agosto7,quinta-feira às 10:35PM | Publicado em 2º caderno | 1 Comentário
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Depois que a Patrícia Pillar mandou o Walmor Chagas p/ o inferno, ela fuma, faz sexo por fazer sem musiquinha para tornar isso comédia e afirma a cada segundo que finge qualquer bondade. Adquiriu, em dois dias, hábitos condenáveis no universo teledramático.

Agora temos otários, agora temos dissimulação, agora temos um cristo pagando os pecados dos outros, agora temos quem faça o que fazemos para condernarmos nosso próprio reflexo. Agora virou novela das oito.

vitória/ derrota

2008,julho3,quinta-feira às 7:47PM | Publicado em caderno de esportes, hojes | Deixe um comentário
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O Thiago Neves marcou três gols, além do que marcara no Equador. Após ter feito o segundo gol ontem, mordeu a camisa de modo que o símbolo do Fluminense ficou logo abaixo de seu rosto. A imagem estava pronta para entrar para a história, para cravar nos corações de todos os tricolores fluminenses, de cada um que, usando a camisa de pixel, transformou o templo maior num grande ovo da páscoa alvi-rubro-verde.

Após escapar de tudo, após ir tão longe, após se livrar de todos os problemas, por causa de alguns detalhes hoje está sem nada nas mãos. E o vazio pesa demais, a ponto de se tentar, como se fosse possível, refazer aqueles detalhes.

A derrota é isso.

Ingrid Betancourt, após ter vivido tanto tempo pescando a liberdade e depois tanto tempo imersa na prisão, após ir tão longe, após se livrar de todos os problemas, reencontra os filhos, a mãe e finalmente a liberdade, sua mãe e também sua filha. Apesar de tanta carga, está levíssima. A ponto de tentar, como se não fosse impossível, desfazer tudo que passara.

A vitória é isso.

tricolor vinga tricolor

2008,junho5,quinta-feira às 12:21AM | Publicado em caderno de esportes | 1 Comentário
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Tricolor vinga tricolor. P/ o inferno, Boca. A última vez que isso tinha acontecido, Pelé em campo. Então é que nem quando dizem “o Papa”. Apesar que Pelé é o Jesus do futebol.

Renato, nosso ídolo maior, Roger, o maior ala esquerdo do Brasil e do mundo no seu tempo. E o Chico na torcida. E tricolor.

Mas o futebol é selvagem. Eu sequei. E o Imortal não precisa de ninguém vingando por ele. Nós havemos de enrabar o Boca, ah havemos.

Mas agora mudo.

Antes eu secava os times brasileiros na Libertadores a fim de que os títulos sul-americanos do Imortal valessem mais.

Mas depois do segundo pior dia da história, quando o intranacional ganhou o título (o pior dia da história foi quando venceu no Japão), mudei a tática: agora quanto mais brasileiros vencerem uma vez essa competição (como o Inter, como o Once Caldas) melhor. Eu quero que todos os clubes ganhem isso uma vez.

Daí eu vou dizer: com mais de uma, só o Santos, o São Paulo, o Cruzeiro e o Grêmio (se não esqueci ninguém deus que me perdoe). O resto é mato.

Mas hoje foi do Flu. A noite foi deles.

Tanto que Palácio, como dizendo “o futebol brasileiro é melhor que o nosso”, presenteou Dodô. Como ele mereceu este gol.

80 mil em erupção. O resto do Rio chora. Flu na final. E campeão, se tudo não estiver muito errado.

e se habacuc ao cusco desse um churras?

2008,junho2,segunda-feira às 12:29PM | Publicado em critica-se, Não classificado | 9 Comentários
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S

e Habacuc desse ao cão um banquete, um bolinho de carne que fosse, sei lá, e o deixasse comer livremente, engordar, brincar, continuaria a mostrar a hipocrisia à qual se refere (e que realmente existe), pois as pessoas felizes ao verem um bichinho salvo refletiriam a mesma omissão, sem que ele corresse o risco de virar um Hababaca. Mas ele queria que as pessoas abrissem o bico para poder lhes apontar o dedo. Se ele realmente pensasse a arte como uma maneira de atingir (em todas as conotações) as pessoas, teria sido uma maneira bem mais refinada esta de encher o cusco de comida.

Ou se soltasse o cão em determinado ponto, forjaria um happy end deixando mais sinuosa tal hipocrisia.

E da obra poderíamos tirar uma lição ainda, de uma imagem (de um miserável, seja animal ou gente) que gera sentimentos nobres nos observadores exibida na vida real, que mostra que se não poderia ver beleza alguma nesta gravidade.Mas o discurso dele é bem claro, ele quer mostrar a hipocrisia das pessoas. Então me parece que o escopo dele é polêmica mesmo. É a polêmica da qual poderíamos criar até uma modalidade ou corrente de arte, de tantas obras que – nascidas de idéias até boas – desvirtuaram-se em busca do caminho mais polêmico, mais gratuito, mais auto-promocional. E que subestima os iniciados sem nem mesmo incluir os leigos. E de polêmica nada necessário nos dias de hoje. E por mais que todos colaborem com a obra ao falar dela, este processo não é novidade nenhuma. Ele por si só é apenas um método, já antigo, e por si só não tem mérito nenhum (para quem quiser dizer que a obra dele não foi compreendida em sua totalidade de fazer a sociedade se refletir (isso todos as coisas fazem a todo momento)). E a polêmica por si só é retrograda, é uma coisa de quarentas anos atrás.

Abaixo o Hababaca, por tirar uma vida assim por auto-promoção ou por não se esforçar numa linguagem mais sofisticada e mais marcante. Todavia sem grandes vivas para as campanhas contra ele, pois devo concordar nalguns pontos com este rapaz aqui.

 

Porém a piedade é instintiva, é quase uma dor física (e talvez aja fisicamente, numa esfera muito menos visível, em patamares infinitesimais, mas fisicamente, pelo fato de não se poder evitar, mas somente resistir, naquilo que se chama espírito ou equivalente, e por isso tudo doa conforme a resistência de cada um).

O que dá força a piedade é a indefensão das vítimas. E a dos animais (julgamos nós, ao menos, e com boas constatações científicas a respeito) vai além, abarca até a consciência.

A nossa compaixão no seu estado mais intenso é pela ignorância do animal. Pela forma abstrata com que ele sente, sem saber o porquê, ou mesmo de porquês – e na abstração as coisas são puras. Ele ignora. Sofre tão somente.

É como a ignorância do boi velho, do cavalo morto.

E por isso tudo eu sinto pena, grande pena, mesmo que seja desse recorte específico.

Se lançarmos um olhar isento (não sei bem de quê) sobre isso, talvez a pena não valha a pena. E de longe nada vale mesmo. A morte é comum, bem comum, e a crueldade também. De longe, até se fosse com a nossa mãe, amor da vida etc, em nenhum caso caberia piedade alguma, se ampliarmos o mesmo raciocínio que nos levaria a não se tocar pelo cão (se formos isentos – não sei bem de quê – em tudo). E a arte às vezes necessita também desta visão, deste plano geral frio, um ponto de vista de deuses, de desprezo pela vida (o politicamente correto, ou só o correto, não pode delimitar o terreno da criatividade, das constatações).

Então isso é arte, mas arte ruim (não má, não falo disso), pobre, de linguagem pobre (a reflexão boa gerada pela obra é mérito de quem a pensa e não está no sistema criado pelo artista, por mais que quem o defenda supervalorize sua dimensão extra-galeria (novidade nenhuma, como dissera)).

Mas por mais que se tente ver com uma mão na cabeça, a outra fica no coração.

olho (ou olho por olho) no Bida

2008,maio9,sexta-feira às 2:41PM | Publicado em Não classificado | Deixe um comentário
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O Bida, o tal Vitalmiro Bastos de Moura, foi absolvido da acusação de ser o mandante do assassinato de Dorothy Stang esses dias, não sei se não foi anteontem. O fato de este resultado ser exatamente o contrário do de antes (ou seja, a acusação) é no mínimo estranho. Não acompanho o caso, mas uma coisa eu sei: o casal Nardoni provavelmente não ia matar mais ninguém, mas estes fazendeiros que mandam (notem que não usei vírgula, especificados, os fazendeiros, portanto) à sua maneira nas terras setentrionais continuarão fazendo o que querem lá. Então é muito perigoso. Então se há vestígio de alguma impunidade aí, atentem-se, reclamem-na tanto quanto possam, a freira velhinha recebeu abrupta e covardemente o termo de sua vida também. Pobre dela. Peçamos JUSTIÇA, no sentido burocrático e na esfera social, neste caso ela será muito útil.

 

manchete da semana (passada)

2008,maio5,segunda-feira às 7:01PM | Publicado em bobajada, gente, hojes | 2 Comentários
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Senhor ansioso por ser avô é chamado de monstro porque não quis esperar e deu um exemplo de como se correr atrás dos próprios sonhos: foi lá ele mesmo e fez seus netos.

2008,fevereiro20,quarta-feira às 10:30PM | Publicado em bobajada | Deixe um comentário
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ELVIS NÃO MORREU!FIDEL NÃO MORREU!

2008,fevereiro20,quarta-feira às 10:27PM | Publicado em bobajada | Deixe um comentário
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FIDEL VIVE!Ah, é, ele não morreu, só deixou a presidência.

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