blonde/ brunet

2008,novembro20,quinta-feira às 3:57PM | Publicado em gente | Deixe um comentário
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yasmin brunet terry luiza brunet terry

tarja-preta1

Para ele, elas tiram tudo, afinal é super na moda/ A musa real/ Uma hora a pornografia caseira viraria ferramenta estética/ Ficam se fazendo para os paparazzi e p/ Terry só falta abrir as perna, só porque ele tá com o Obama na capa do seu site/ O Terry, a Luíza e a Yasmin são tudo de bom/ Yasmin, deixa eu tirar uma foto tua?/ Chama-buscas: fotos sensuais, sem calcinha, nua, pelada/ A Luíza quer provar a todo momento que é mais gostosa que a filha/ o pessoal é porco, é foda, não respeita nada e não entende de arte/ fotografia é fotografia, fotografia usada na arte é arte, mas fotografia artística pode ser só fotografia também/

Apenas brincando de reações hipotéticas repercutíveis [em seguida teremos reações repercutidas verdadeiras]. E acho que eu podia ter uma seção notícias ultrapassadas, mas o tempo tem de ir e voltar mesmo.
Este tratamento realístico é interessante, põe todos no mesmo nível. Uma coisa bem hoje em dia (e de tempos atrás também).

[sic.]:

“Ta acontecendo o maior zum, zum,zum na net por causa dessa foto.
Dizem que a Yasmin sempre negou ter colocado silicone e agora da pra ver claramente que pos sim…
Mas o pior mesmo é a foto.
Feia.
Imoral…
Sei la, quer posar pelada posa, mas faz bonitinho…
Ta parecendo foto de adolescente trancada em quarto…
Péssima foto!
E olha que o fotografo é maravilhoso hein
(…) Cade a Luiza Brunet hein??.”
[Jane]

“Na minha opinião, a mãe bate um bolão melhor que a filha, sem comparação.”
[Blogadão]

“E não é por nada não, mas se considerarmos os 45 anos da mãe, ela está melhor que a filha, hein?! =P”

“Está explicado a crise matrimonial da luiza brunet. O marido dela teve um ataque, ora, onde já se viu, a essas alturas mostrar a xoxota acintosamente? Ele se mandou e bateu a porta…”
[Maria Luíza]

“exibe o corpo da propria filha ,por dinheiro,que mãe desnaturada ,gananciosa ,so pensa em fama e dinheiro. mas apesar de tudo num e que a filha e bem gostosinha.”
[Sérgio]

“Achei um horror! Uma baranga! Que cabelo, seios e púbis mais cafonas! Prefiro morrer a ver esta cena novamente! Nojento!”
[Marquinhos]

“Vocês são tudo um bando de despeitadas! Devem ser tudo umas baranga recalcadas! Essa guria é muito bonita e tudo o que é bonito é pra se mostrar! Vão criar vergonha na cara e ir pra academia tentar dar um jeito nas banhas de vocês. Gordas barangas despeitadas!”
[Carlos dos Santos]

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vêsvez

2008,outubro16,quinta-feira às 1:40AM | Publicado em joão-lírico | 5 Comentários
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vêsvez

vês vide ver o que tem de ser feito
para após avaliar o que não
e dá para fazer
ali tem galho
ali, pepino
aqui, batata quente
lá, bomba

a idéia é sorrir
sem falar no|s problem|as
ou chorar, quando só se |um normal, mais: um não-idiota|
teria motivo para rir
e voltar ao normal |mais: idiotão|
ficar quieto
abastada merda (
rir para caralho dessa vida dos bostas (esse final está meio gratuito)

você vem o tempo todo a 140 km/h pela castelo branco
aí faz a média e ela foi de somente 100 e poucos e você não
ficou nem meia hora no trajeto
(daí já se pensa no que se pode fazer com traje/ trajeto, sim-idiota (risos))
então nem 100 km nem 1h a cem quilômetros por hora

há 100 quilômetros numa hora,
o traje do trajeto foi esse,
não importa a parte que você usou

uma parte da palavra panthera significa besta
imagina topar com um tigre no meio da noite e da selva?
já se sabe seu tamanho, seus hábitos,
sua reação alaranjada à luz,

o conhecimento nos fez desconhecer

o mundo é grande p/ burro e tem muita coisa que não conhecemos
o mundo é o nosso mundo porque é o mundo que a gente conhece, então sair do nosso mundo e conhecer uma coisa é como conhecer um mundo novo
durante os segundos (nem isso – aquele risco que divide o 1 do 2 na régua)
em que aquilo ainda não agrega o nosso velho mundo
conquistado, porquanto você já verá este filme.

a gente é grande p/ caralho porque a gente é do tamanho do nosso mundo, que é
o mundo que conhecemos, que é assim todo o mundo ou todo mundo,
então a gente é do tamanho do mundo que é grande p/ burro
o que é uma destinação – para o burro – e a gente do tamanho do burro
– para a gente –
que é para a gente explorar como burros, ou seja, como se visse pela 1ª vez
ou bestas vistas pela 1ª vez

O caralho do burro é grande p/ burro ou p/ caralho?

magali perde o posto

2008,junho19,quinta-feira às 7:42PM | Publicado em gente | Deixe um comentário
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ATENÇÃO: garota + melancia não dá mais Magali no Gooooooogle/ Yahoooo!!! etc.

Aliás, a PLAYbOY não teve muito o que tirar.

faz-me rir, brasil-zil-zil

2008,maio5,segunda-feira às 7:06PM | Publicado em gente, hojes | 1 Comentário
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Sabe o que ia ser muito engraçado? Se descobrissem que realmente houve uma terceira pessoa no Nardoni’s defenestrações. E nem precisava ser o André travesti do Ronaldo. Imagina a voz do povo (enquanto voz de deus) gritando “puta que pariu, linchamos as pessoas erradas!” Aí o povo teria de gritar em coro (como gritou Lula lá porque o Lobão chamou no domingão em 89, como gritou Collor, Collor no Raul Gil no tirando o chapéu) para que eles ressuscitassem, contando que sua (ou Sua?) voz realmente possuísse o status da do todo-poderoso – nem que fosse para chamar Jesus, tipo “filhão, dá um jeito nessa porra aí p/ o Pai”. Mudemos de assunto, o assassinato já deu o que tinha de dar. Afinal, tão incomum quanto um pai matar a própria filha é um pai amar a própria filha e constituir família com ela. Ou terremoto no Brasil. Ou um padre voar 5.000 m com balões. Ou o Ronaldo, com aquela namorada, com tantas outras na lista, ir dar um rolé com uns parceirões. Que coisa o Ronaldo, hein? Provavelmente ele não sabia que elas, os travestis, estavam travestidos de mulheres, mas não eram mulheres. Aliás, uma curiosidade é que é “o” travesti, mas todo mundo fala “ela” – penso que para ser democrático(a) com os dois gêneros dentre os quais visualmente flutua. Mas foi, segundo o próprio, o pior erro da vida de Ronaldo, que anunciou ontem em rede nacional que é humano. Mas sem chance, o povo não perdoa: castigo para ele também, junto com o padre, que quis voar (aliás, Bartholomeu de Gusmão deve estar se retorcendo no túmulo a fim de deixar o mesmo e correr atrás dos seus direitos de uso da alcunha padre voador), e com o Rubinho 257 GPs Barrichello, que apesar de nunca ter se envolvido publicamente com a prostituição, especialmente com colegas de cromossomos Y, é um péssimo exemplo por não ter substituído Senna à altura, missão, aliás, que qualquer brasileiro, como vencedor que é, faria s/ maiores dificuldades. Qualquer um no lugar do Rubinho venceria todas e desobedeceria aos patrões – como todos fazem dia-a-dia atrás de seus sonhos em cada atividade trabalhista ao longo do nosso Brasilzão; ninguém no lugar do Ronaldo correria atrás de um pouco de promiscuidade, especialmente os jogadores de futebol e os ricaços, eles nunca fazem isso. Aliás, realmente não sei como há tanta demanda de prostituição se a procura praticamente inexiste. E ninguém também sairia irregular com seu próprio veículo, como o fez o fiel depositário do próprio mal o capitão que naufragou uma galera na floresta Amazônia ontem – ponto para os certinhos. Ontem também, na sua revista eletrônica semanal, o Fantástico, houve uma matéria sobre uma faculdade do Rio de Janeiro à qual não irei citar pois a Globo – que tem um Ibope relativamente maior que o meu – já tratou de queimar o filme (mas é a Unigranrio) que teria uma porção de alunos do ensino fundamental estudando lá se fosse possível os matricular pois eles conquistariam vaga no vestibular se tivessem capacidade legal para usufruir da aprovação nele como já havia dito. Mas fica a pergunta: onde os burros, os que têm preguiça de estudar, os azarados, os que não tiveram condições e outros tantos fariam faculdade? E quem preencheria as vagas de funções medíocres que o mercado demanda? Como cumprir funções que exigem a mesma falsidade com que foram conquistadas? Onde os profissionais medíocres especializar-se-ão em mediocridade? Pensemos. E esperemos pelos próximos heróis e vilões do povo, e pela permuta entre estas duas condições das personagens que o povo vai ou não com a cara (ou vê ou não na imprensa). O Brasil é engraçado, ouve-se muito isso. O Pânico na TV fez uma tomada na frente do puxadinho da Hebe (medido em quarteirões). Cada carro que aparecia… Tudo bem o Michael Jackson ganhar tanto dinheiro, mas tinha uns ali que não havia explicação. E muito do povo nem se fala. Nem precisava o Vesgo e o Sílvio lá para ser engraçado.

O Brasil é engraçado, mas o resto do mundo o é também (donde temos a manchete da semana).

manchete da semana (passada)

2008,maio5,segunda-feira às 7:01PM | Publicado em bobajada, gente, hojes | 2 Comentários
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Senhor ansioso por ser avô é chamado de monstro porque não quis esperar e deu um exemplo de como se correr atrás dos próprios sonhos: foi lá ele mesmo e fez seus netos.

nardoni vs. richthofen

2008,abril22,terça-feira às 2:38PM | Publicado em gente | 12 Comentários
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Imaginem se fosse Alexandre Richthofen ou Suzane Nardoni? Ou seja, se fossem pai e filha? Quem seria o mais rápido? Quem levaria a melhor? Qual técnica prevaleceria, o arremesso de descendentes ou o sono eterno dos ascendentes conquistado a ferro? Matricídio + parricídio vs. defenestração de cadáver infantil?

 

Alexandre Nardoni

 

vs.

 

Suzane von Richthofen

 

Outras questões a serem refletidas: quem você levaria para o céu?

Quem você perdoaria? Em quem você meteria um chumbo na cabeça? A quem você daria a prisão super-perpétua, aquela que dura até a eternidade, até a vida após a morte? Quem merece o dente por dente, olho por olho? Quem você traria na próxima encarnação de parente p/ o seu pior inimigo? Quem é o melhor coadjuvante, os irmãos cravinho cravando ou a madrasta pior que a madrasta da Branca de Neve? Quem teve mais cobertura da imprensa? O que vale mais, omitir um erro brutal ou matar por “amor” (entre muitas aspas)?

 

p.s.: segundo dizem, ou Jesus, ou a Bíblia, ou a igreja, ou a moral e os bons costumes: não julgueis. E se for dirigir, não beba.

ico, maLLu magalhães, maria paula

2008,abril2,quarta-feira às 2:17PM | Publicado em diário, gente | Deixe um comentário
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Passo por uma banca quando leio na capa da Caras, ou daquela Quem que é de layout parecidíssimo: “Maria Paula diz “quero ter meu filho de cócoras””.

Muitos posts falando sobre MaLLu Magalhães, informando que ela toca mais de um instrumento, tem quinze anos, faz um som Dylaniano e por causa disso dizem ser um fenômeno.

Canoas – RS pára por causa da gravação do programa Patrola – ao menos o Ico Thomaz está no calçadão com um câmera e dando megafone para as pessoas se manifestarem – descobri que é o tal do “boca no trombone”.

Mas isso tudo não é em tom de crítica (e isso não é em tom irônico): talvez alguém passe e tenha a idéia de ter o filho de cócoras, e daí para se reencontrar com um modo de vida natural não leva muito;

talvez a MaLLu Magalhães simboliza a democracia na mídias dos nem tão novos tempos;

talvez alguém fale alguma coisa boa no megafone e venha a se tornar uma nova MaLLu Magalhães.

Pequeno update de 18/10/2008: vi a MaLLu numa apresentação pela (m)tv. Tudo bem que o Bob Dylan tinha o Woody Guthrie, e ter uma referência é saudável, e mais que isso fundamental ou inevitável, mas a MaLLuzinha imita o Bob Dylan. Não falo nem da gaita, nem do folk (isso seria ainda referência), mas ela lança as pupilas para cima como ele, e às vezes canta olhando para cima que nem ele. Se ela fizer algum sucesso, certo que vai começar a dar respostas sinceras para os repórteres. Ou de repente ela se acha no caminho.

I ♥ BBB

2008,março26,quarta-feira às 11:55AM | Publicado em 2º caderno, crônica, diário, gente | 4 Comentários
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bbb8

Ou melhor, I ♥ final de BBB.

O ♥ não era p/ tanto. Mas eu gosto da final. Aceitei isso ontem. Quando apareceu a Pitty, deu até vontade de cair no clichê, falar mal dela, dos participantes, chamá-los medíocres , da manipulação (às vezes eu perco a paciência e penso que quem se deixa manipular pela TV merece ser manipulado) etc. Mas ontem, não sei se era o bom humor, mesmo os greatest hits da Pitty estavam divertidos, a despeito de suas verdades adolescentes à matrix de “pane no sistema”.

Ontem a fraqueza das personagens (concordo com o pessoal que ninguém em tese mereceria levar uma cifra de 7 dígitos assim, mas por outro lado, expor-se dessa maneira é preciso no mínimo coragem, ou um tipo de coragem, que seja, e muita boa sorte) privilegiou a final, a indecisão na decisão (que pode ser tudo armado como muitos dizem, assim como pode haver leptospirose nas latas de alumínio). Mas, no fim, gosto do rosto da Gyselle (com y e dois l) com uma cara de emburrada, triste e emocionada enquanto Bial a comparava com as feras, ao dizer que elas (e ela) só comem e dormem, e só não o fazem quando vão à caça – o que me fez lembrar que aquele rosto dos olhos negros e então entristecidos encabeça o mesmo corpo que dança incansável e furiosamente, um corpo belo, popularmente belo.

No último capítulo eles editam a história (real, de fato) que se passou e isso que me agrada. São recursos de narração os mais óbvios possíveis, de cinema despretensioso (no mal sentido) água com açúcar. Em verdade, os recursos de edição são os mesmos de uma colação de grau, com a diferença de que o material tem bem mais horas a serem editadas. E não tem de agradar família alguma. Só as felizes famílias regadas à pipoca após as aparições justamente de Juvenal Antena: aí valem as fofocas, barracos, corpões etc. E se na formatura eu me emociono ao mesmo tempo em que acho tudo meio brega, tenho a mesma sensação no BBB.

Lembro de quando o Rafael declarou-se para Mariana dizendo que não poderia a beijar pois estava com um problema no dente, ou ele sendo flagrado olhando para ela com candura depois de tanta promiscuidade (ele se aliviava individualmente sob os edredons), com sua voz em off dizendo o quanto gostava dela; ou o Dhomini dando uma de Romário na copa de 94 e ganhando o Brasil à base da marra; o nerd xaropão Tirso (que tornou-se adjetivo por uns tempos) desbancando um bonitão lá – é vida real empacotada, ou melhor, enlatada e artificializada, como uma lata de sopa de tomates Campbell.

Falando nisso, se o formato do programa submetesse-se ao seu conteúdo, aí seria moderno, e talvez por isso ultrapassado; mas ele é pós-moderno, consagra conceitos de tribalismo, superficialidade, caos, despretensão, igualdade de ofícios, falta de autoria. Trata a fama como magia. É a acomodação do que fora antecipado por Warhol (não se preocupem não irei mandar a dos 15 minutos) e por outros. Uma tribo de sonhos oficialmente assexuada, mas ordenada pela sensualidade, ratos de laboratório do esquemão George Orwell. E, no fim, paradoxalmente, seus atores são como poesias concretas, de forma e conteúdo convergidos; são como a eliminada Juliana, de uma beleza à qual não precisa se submergir, uma sedução menos de casa; é superficial da superficialidade da imagem, do rosto de Gyselle, que sorri, deixa de sorrir, até chora, mas sempre está a tentar ganhar 1 barão de barões.

Uma pequena tribo fútil, que só vê quem quer, e possui uma lógica própria que premia a casualidade (afinal muitos de nós se ficassem à vontade lá poderiam ser fenômenos nacionais, e vi tantos candidatos ótimos terem sido eliminados logo de início e outros pamonhas virarem lendas, até porque o BBB é feito de gentes comuns, tanto que é só comparar a Casa dos “Artistas”), ao mesmo tempo em que valoriza a reação mais que a técnica, que o talento, como numa Copa do Mundo. E como numa Copa do Mundo, as fórmulas se reformulam dentro dessa lógica própria, e certos desvios de sorte valem muito. O que enche o saco é o reflexo de uma popularidade chata, óbvia, que se vê na preferência do povo, especialmente quando se tem algum candidato favorito pessoal que não vence. Eu cheguei a esse ponto só uma vez: fui fã do Professor Aloprado. Àquela época eu acompanhei toda a parte final (TV aberta). Quando aparecia o Endemol Globo eu ficava até triste. Tanto que a edição posterior àquela, a do superestimado Alemão, eu abandonei. Donde só retornei na reta final dessa, mas sem a mesma assiduidade.

Agora, como uma coisa pode emburrecer, daí eu não sei. O Big Brother é um produto e como tal pode ser consumido como se queira: é como a coca (cola). Você pode ler Guimarães Rosa, ser mestre em xadrez (com o mesmo critério que faz de BBB um índice de superficialidade, dá para fazer de índices de certa erudição – tão clichês também) e assistir BBB. Xadrez também é um produto e pode não ter todo seu potencial utilizado. Evidente que João e o jogo milenar (para não repetir nomes) podem ser considerados abridores de mente por excelência, ao passo que o Reality Show (a fim de não reprisar títulos) pode confinar além de jovens sarados a mente dos mais bobinhos. Pode-se emburrecer com qualquer coisa. Assim como se pode se encantar com Rilke e João Cabral, com Décio Pignatari e tantos outros, eu gosto da poesia pop do Bial direcionada a dois nervosíssimos cidadãos sedentos por fama e dinheiro.

O Reality show joga limpo: eles estão ali para ficarem sumariamente milionários e todo mundo sabe, todo mundo aceita. Pior é quem ligava para dar 1 milhão para a Mara achando que estava fazendo uma boa ação, ô boa ação fácil. Mas que bom que ela pode ajudar a filha dela agora.

Mas não é p/ tanto (estou a me repetir hoje, em todos os níveis). Mesmo que pareça exagero o pessoal que passa o dia no Paper View e que trata cada paredão como reveillon, não é muito diferente de quem mergulha na obra e quer ler tudo que Balzac escreveu em detrimento de todo o resto. Estou me repetindo, mas só para afirmar que cada um faz o que quer.

Evidente que se a TV tivesse mais qualidade, manipular-se-iam as mentes para elas se não permitirem manipulação. E repito os parênteses lá de cima: quem se deixa manipular pela TV merece ser manipulado.

Só que a questão é essa: não dá p/ se exigir tanto. Como qualquer outra coisa que faz muito sucesso, o BBB gera ódio em muitos dos que não colaboram para tal sucesso. Eu mesmo tinha um anteprojeto de fazer um estêncil bbb6 no qual o 6 contaminava os b e virava um 666 – vi num livro de estênceis argentino uma idéia semelhante em relação à Xuxa (xxx, six, six, six, como dizem haver na música marquei um xis, um xis...).

E se hoje o Chaves del Ocho é clássico, é cult, o Big Brother Brasil o será nalguns anos.

E mesmo que seja um produto não da, mas para a burrice (quem se arrisca a definir burrice?), basta usar com moderação: uns instantes de “burrice” fazem bem, acalmam a cabeça.

Porém, no final do programa, eu enjoei um pouco mesmo, e hoje pela manhã recalculei o peso da exposição total na idéia de enviar um vídeo para a nona edição. Mas cogitei, afinal, eu sou brasileiro. E no fim (mas uma repetição – notem: BBB formato repetido, Campbell’s Soap, clichês… a repetição acabou tomando forma conceitual), foi só uma espiadinha (muito bagaça esse final, hein?).

Um bJoão e/ou um Grando abraço.

polêmica envolvendo Rei Roberto

2008,março11,terça-feira às 11:41PM | Publicado em bobajada, gente | 3 Comentários
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*Logicamente, trata-se de uma notícia falsa, só p/ que fique bem claro.

2008,fevereiro20,quarta-feira às 10:27PM | Publicado em bobajada | Deixe um comentário
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FIDEL VIVE!Ah, é, ele não morreu, só deixou a presidência.

regras de xadrez – peão

2008,fevereiro19,terça-feira às 12:21AM | Publicado em bobajada, caderno de esportes, femme, gente | 1 Comentário
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No xadrez, sabe-se que:
a) O peão pode mover-se para uma casa, imediatamente à sua frente, na mesma coluna, que não se encontre ocupada.
b) o peão pode mover-se para uma casa ocupada por uma peça do adversário, que esteja diagonalmente à sua frente, numa coluna adjacente, capturando aquela peça.
Ou seja, peão só anda para frente, não tem como voltar atrás e a única maneira de trocar de caminho é capturando uma peça.
Ou seja,
para mudar de caminho, um peão precisa comer alguém.

Ó PÁTRIA AMADA

2007,dezembro10,segunda-feira às 3:09AM | Publicado em 2º caderno, bobajada, gente | Deixe um comentário
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Princesa Isabel
d. Pedro 2º
Tiradentes

como o nobre povo gaúcho irá formar opinião assim?

2007,dezembro10,segunda-feira às 2:54AM | Publicado em 2º caderno, gente | Deixe um comentário
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como o bravo povo gaúcho (que mostra valor constância e serve de modelo a toda terra) poderá se orientar assim? A ZH publicou se eu me não engano até no mesmo dia que isso era ruim e isso era bom.

NINGUÉM DURMA uma semana para fazer dois meses da morte

2007,dezembro5,quarta-feira às 1:55AM | Publicado em 2º caderno, gente | Deixe um comentário
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Quando a gente vê o Chitão se esmerilhando ou o Zezé com a veia do pescoço saltada, lembrar dele mandando com toda a indignação que lhe era visual e enganosamente saturada na gordura No, no, sulla tua bocca lo dirò é bonito de ver.
Meio McDonald’s? Puccini p/ o povo, antes isso.
O gordo era (ao menos transmitia – interpretar era seu ofício mesmo) emoção pura.
E isso aí todo mundo entende. Tenham-no Deus e a Natureza.

mãe maldita retardada tem de morrer

2007,outubro12,sexta-feira às 8:38PM | Publicado em crônica, femme, gente | Deixe um comentário
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Logo cedo dia desses, o apresentador dizendo que não entra na cabeça dele como uma mãe abandona o filho (evidentemente uma mãe havia abandonado um filho em circunstâncias suficientemente desumanas para virar notícia, e ele comentava a respeito).

Não é aqui querer sair defendendo toda sorte de criminosos, mas o que não entra na minha cabeça é como não entra na cabeça de alguém que qualquer coisa pode entrar na cabeça de alguém conforme as circunstâncias. Soam-me hipócritas avaliações sobre os padrões que se desviam. Não é querer me juntar ao coro dos que criticam a programação da televisão destinada ao público médio, mas que ninguém se dê a moral para atirar a primeira pedra. E mesmo a “maldade”, se alguém fosse “do mal” (dispensando “não existe bem e mal” etc) por natureza, estaria seguindo seu instinto, buscando seu prazer. Prende, pena de morte, esquarteja, lincha, o que o povo quiser; mas não acha incompreensível, que não há ação sem motivação.

(letra/música: Korda/ Guevara)

2007,outubro10,quarta-feira às 12:07AM | Publicado em 2º caderno, gente, joão-lírico | Deixe um comentário
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letra/ música: Korda/ Guevara)

Sobre o alvíssimo,
uma janela abriu-se pelo tempo bastante para
que cada fio de luz marcasse sua cara
em prol de uma cara maior.

Não era um papel
(nem camiseta, biquíni, adesivo),
era o rosto.
Tampouco este,
face haver faces ali.

Ele poderia estar piscando, gargalhando,
irritado, em dúvida ou fazendo uma careta,
o cabelo mexendo, o charuto na boca,
uma brincadeira com o charuto usando a careta.

As possibilidades que antecederam e as que se seguiriam.
O mistério: igual.
A fúria: igual.
A felicidade: igual.
Todos iguais num berçário.

Hoje em dia não há tempo para igualdades,
o que repete ou se repete fica um só, o resto se elimina.
Um só representando. Ali, ele.

Ali, ele e o potencial de riso, de fúria, de surpresa.
Na face séria, as faces todas repousadas,
podendo ser a qualquer momento.

O longe: para receber o olhar;
o botão: para receber o dedo:
a morte de cada fio de luz por uma vida maior,
morta por uma vida maior.

Uma vida menor ante uma bandeira
(camiseta, biquíni, adesivo).

E nós, de inteligência superior à da fotografia,
vemos os adultos mortos que na vida da foto
nem nasceram ainda,

que morreram em outubro, nove do dez de sessenta e sete,
mas reencarnaram seus espíritos
sob a forma de outro corpo:

1968

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