stª tartaruga, donatela/ breve crer ou ñ crer

2009,janeiro13,terça-feira às 2:23PM | Publicado em 2º caderno, bobajada, cnvrg^nc, hojes | 5 Comentários

Voltar a começar a tocar violão> música> a beleza que a música pode e como causar> what a wonderful world> de chorar, de fundar um século> lembrei dela na voz do vocalista da banda mais importante desde os Beatles> ela, naquela voz, apareceu na propaganda da Coca> Beatles, Coca, Ramones, www este e o milênio que passou, que é onde vivo> acaso> que mundo maravilhoso

A questão é acreditar ou não em Deus. Ou e/ ou.
Quanto à existência, às vezes me parece que as provas de não existência é que são provas de existência.

Mas uma coisa eu sei. Ou, ao menos, desconfio.
Donatela é a verdadeira assassina. Salvem a flora.
Eu já vi ela (a Dª Tela) cometendo assassinatos num outro filmizinho aí.

donatela a favorita

Sta. Tartaruga, Donatela.
O que as suas companheiras Rafaela, Leonarda e Michelangela irão pensar?

Michelangelo nos leva à criação de Adão, e isso nos leva novamente a Deus e ao início do texto.

SOBRE DEUS: SOBRA P/ DEUS OU SOB DEUS?

Transcrevo abaixo meus últimos comentários no texto do Daniel Lopes no Amálgama (leiam lá p/ acompanhar a discussão, mas transcrevo aqui porque às vezes os links se perdem):

Este assunto é polêmico demais porque qualifica qualquer pessoa para o debate. Intelectuais, atletas, padeiros, mendigos (vocês entenderam), todos têm alguma consideração/ opinião sobre Deus, é um assunto que cabe a todos (vocês já entenderam).
Então é preciso restringir para isso aqui não se tornar um fórum de debate sobre a existência de Deus sem que seja considerado o que o texto principal (neste caso, o do Daniel) nos trouxe.
E o texto original do Daniel (bem complementado por todos os comentários que li até aqui) fala da questão da invisibilidade de Deus. E aí que as pessoas se separam (sem mal algum nisso): alguns crêem que têm de ver para crer, outros crêem que têm de crer para ver (sem conotação silas-malafaia alguma nisso, apesar do verbo crer em vez de acreditar). E este é o ponto de liberdade, o ponto de mistério, o ponto que ninguém pode dizer qual é o certo, o ponto “cada um, cada um”.

Mas precisamos ter cuidado com a prioridade que damos à lógica. Se falarmos em lógica, falaremos em razão, e razão leva a iluminismo, e iluminismo leva a modernismo e isso leva a pós-modernismo que me lembra que toda essa utopia moderna caiu, foi insuficiente. A razão é insuficiente. Serve para muitas coisas, mas não tem a complexidade que a vida tem. É um erro achar que a lógica é melhor (pior tampouco) que a intuição.

Discutimos, discutimos e paramos no ponto do mistério. E alguns tratam o mistério com lógica, outros com intuição.

A igreja católica é um gigante associação de bairro, a favor da família moralista.
A universal é uma competente empresa de auto-ajuda, mas que se estraga na hipocrisia ao usar o nome de deus (embora talvez por isso somente o seja).

Mas isso não é Deus, isso é religião. Ou associação, entidade etc. Então, nós podemos não acreditar em Jesus, em pecado, em destino, em inferno, mas isso não é Deus.
Podemos discutir tudo isso, pois isso é história, antropologia, psicologia, ciência além de um excelente exercício filosófico, mas o que discutimos são CONCEITOS DE DEUS. Na essência, somos incompetentes para dizer se existe ou não, pois esbarramos sempre num índice (paradoxalmente cada vez menor e cada vez maior) de mistério.

Caso exista Deus, ele (ou Ele, enfim) pode (e mais que isso, deve) não ser nenhum desses aí. Deus é um nominho que nós usamos para o mistério (o invisível).

O mistério é mistério, cada um usa como quiser.
Pode-se desprezá-lo e ser dono da própria vida. Ser auto-suficiente.
E a auto-suficiência é útil.
Ou pode-se acreditar em coisas além do que já se sabe e ter fé.
E a fé é também útil.

***

O fato de uma coisa estar provada cientificamente não tira seu fascínio. Talvez Deus explique a ciência e não o contrário.
O azul é azul por causa de raios luminosos, a física explica. Explica. Mas o azul já existe. O azul ainda é azul, ainda é fascinante.

Acho que o caso do cientista, Ju, embora não conheça, não é de filho drogado não.
É de fascínio. A inteligência de todas as coisas associadas, a vida (na mais abrangente complexidade da palavra) e seu sistema, o tempo, todos são fascinantes, justamente por usar das imperfeições para não deixar tudo exato. Perfeitas são as máquinas, que homens inventam. A natureza não se rebaixa a essa simplicidade. A natureza (a vida) é inteligentíssima.
E quem quiser chamá-la Deus não fará mal a ninguém.

***

Bem, um comentário breve, já que são pensamentos breves, até porque este assunto rende(ria) muito.

Antes, o Peterso falou uma coisa importante, a questão de nomear. E depois (mas antes de mim) a Adriana falou “(…) é um desastre, mesmo com tantas maravilhas”.

Isso já basta. Eu apenas uso estes dois comentário anteriores para dizer que para mim o absurdo está na pergunta ainda ser feita. A igreja católica é algo mais que religião, é uma entidade sócio-política até, não vale usá-la para debater Deus. E os ateus (ou muitos deles) dizem que não há Deus só porque ele (ou Ele, enfim) não é bonzinho, não deixa tudo mastigado e não dá paz para todo mundo.

Só na confusão de achar que um deus-mais-novo-testamento deveria agradar a todos para sê-lo (ou sê-Lo, enfim) e da interpretação bruta do que era para ser uma alegoria (o velho testamento) já se tem muito tempo a perder.

Se dermos uma voltinha no oriente ou mesmo ouvir certas pessoas s/ cultura e com um tipo de fé particular, teremos pontos de vista tão importantes quanto estes vindos do exercício filosófico que é debater esta questão.

Mas já que falei em exercício, vim aqui mesmo para comentar a forma da coisa, do escrever em si, já que um comentário serve bem para isso. E seu texto está bem escrito, deu conta do recado neste pequeno espaço.

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involuntários [cnvrg^nc nº i]

2008,novembro12,quarta-feira às 9:53AM | Publicado em 2º caderno, caderno de esportes, cnvrg^nc, critica-se | 5 Comentários
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Genio es personalidad con dos duros de talento Picasso

Talento é paciência sem fim Gustave Flaubert

Gênio não é mais do que uma grande aptidão para paciência Buffon

Precisei trabalhar muito. Qualquer pessoa que trabalhar como eu pode chegar onde cheguei Bach

Genius is one percent inspiration, ninety-nine percent perspiration Thomas Edison

Beethoven já é mais generoso com o talento, aumenta em ponto percentual (o que talvez se neutralize com a margem de erro):

O gênio é composto por 2% de talento e de 98% de perseverante aplicação Beethoven

Mas aí temos Glauber com uma idéia na cabeça sem a câmera na mão:

A arte não é só talento, mas sobretudo coragem Glauber Rocha

Quando vi o Tcheco na capa gaúcha da Placar senti uma atmosfera de melancolia, no Tcheco feliz, na camisa tricolor, em mim, de que perdêramos a chance não na afobação do Figueira, mas durante o 2º turno todo e aquela cereja estragada tiraavante gremio tricolor

ndo o gosto de todo o bolo.
Mas no fundo, e o fundo compreende silêncio, imaginava uma coisa assim para ser como sempre é. A Geral apóia o tempo inteiro, os corneteiros largam a toalha a cada resultado não cumprido, mas em silêncio todos tinham fé na vitória contra o Palmeiras.
Jean, a última hipótese, foi um herói, até com o sacrifício no final, de expulsão pelo bem maior. As estréias todas seguras. O Grêmio seguro. Segure-se, São Paulo FC.
Tcheco precisava apenas acertar o gol, não importava a força, nada. São Marcos, íntimo de Deus, não fez nada: tinha de ser assim, ordens do patrão.

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Involuntariamente (ou Sean Penn foi muito sutil) Into the Wild encontra-se com Grizzly Man. Primeiro pela relação romântica do homem com a natureza selvagem ter um epílogo de falência ante ela: o homem quer se inserir na natureza e é consumido por ela. A natureza selvagem não é para homens. Até pela impossibilidade de ser completamente selvagem – o homem é homem por dominar a tecnologia, sem ela torna-se uma impossibilidade; o homem é homem por estar num processo contínuo de afastamento da selvageria.
Sean Penn romantiza seu personagem real, Herzog o desmistifica.
E aí temos o involuntariamente (ou sutileza) do encontro. O registro que temos das duas personagens é autobiográfico (direto, em Grizzly Man, e servido como base para pesquisa, em Into the Wild).
O destaque dado à frase Happiness is only real when shared dá a este último filme um status de cumprir a missão de Supertramp, mas involuntariamente denuncia que a história contada para ser lida é bem diferente da apenas contada.
É – para além das questões de homem inserido na natureza pura – um pensar sobre a construção de uma auto-imagem [há alguns bons textos de Ana Maria Mauad sobre o assunto relativ
amente ao Brasil e à história de sua sociedade].

Werner Herzog não tocou praticamente em câmera alguma, pois usou o material do próprio Timothy Treadwell; já no filme de Sean Penn temos um capricho na produção, um virtuosismo na fotografia, sendo utilizada como linguagem em muitos bons momentos (destaco a imagem em que ele confunde-se à plantação, sendo que a única coisa que o identifica é o modo de se mover, como se o caminhar (usaria andar, mas pareceria incêndio) estivesse isolado (por isso incêndio: “andar isolado”), até sumir na natureza (plantação)). Mais que umas imagens bonitas, é a fotografia em prol da linguagem, o que já não é (ou nunca foi) mérito por si só, em Miss Sunshine (uma espécie de comédia independente americana pré-fabricada) há uma cena assim em que a família ao fundo fica pequena e que os membros da família permutam no primeiro plano (numa relação de espaço captado semelhante à cena em que Alex/Chris está no topo da montanha e seu amigo velho mais abaixo). Ou seja, este recurso já é domado pela indústria e pela indústria de fazer filme com cara de independente, de arte. Ou seja, o cinema é mais que a qualidade das partes.

Mas ainda assim tem outras utilidades que escapam a seus feitores e conhecedores e pode-se utilizar o filme para outra função que não apreciar cinema, e usar assim de toda a idéia (Thoreau, Rousseau, paz & amor, ecologia) embutida no filme, tal como o rosto do ator se utiliza do personagem ou às vezes o contrário (Gael Garcia Bernal colaborando com o quê pop de Guevara).

O exagero observado pode ser dosado por quem não exagerou (tipo calibrar o chute ou um pneu sem o pré-estabelecimento de pressão no painel digital dos postos de gasolina atuais).
O exagero é útil.

E há de se usar um filme que não se gostou para não contabilizar nenhum tempo perdido (ou um tempo que não mereça ser contabilizada para o caminho para a nossa morte).

Mas agora refiro-me a outro. Acabei não sei por que assistindo Em Pé de Guerra. Fa-lo-ia em pé de guerra, mas usei meu otimismo para ver alguma coisa, já que a tentativa de usá-lo para não chamar ruim um filme sem pensar a relatividade dos adjetivo

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s: nalguns casos a dureza funciona melhor que a auto-ajuda, que a motivação, a aceitação, pois todo sabichão percebeu que por trás das piadas de sempre o Stifler melhorou por causa do homônimo do original e seu rival mr. Woodcock e os que tiveram a vida mudada pelo seu livro estavam como sempre – blá blá blá e ha ha ha pejorativos.
E o principal: tentar determinadamente resolver um problema dá nalguma coisa, dá numa solução, que pode não ser a solução do problema original, mas será uma solução original.

Algo como aquele filme O Mistério da Libélula – parecia estar resolvido, mas ainda havia no que remexer.
Um problema resolvido compreende satisfação, não aceitação.
A noção de catarse, orgasmo, alívio, eureka e coisas do tipo é indubitável.
É algo – numa certa medida – abrupto (em relação ao antes).

DETERMINAÇÃO, DETERMINACIÓN, DETERMINATION

Nossa maior fraqueza está em desistir. O caminho mais certo para vencer é tentar mais uma vez Thomas Edison

Cézzane teve sempre muita insatisfação em relação ao seu trabalho. Mas passou a pensar no resultado de sua pintura e passou assim a pensá-la diferentemente: abriu a linguagem dela para que todos pudessem explorar; Oswald de Andrade tinha dificuldades de escrever em métrica e se encontrou (mais que isso assumiu a causa) plenamente no verso livre; Van Gogh pintava daquele jeito meio no instinto; Garrincha, segundo ele mesmo (e talvez tenhamos aqui outro exemplo de construção de auto-imagem) dizia que ia para linha de fundo porque era fácil, nem sabia que era uma boa jogada; para que aprender a tocar se dá para fazer som com três notas? E temos Ramones olhando olhos nos olhos dos Beatles, do Pink Floyd.
Todos eles (numa visão simplificada) determinaram-se e fizeram de sua forma (mesmo incompleta, suja, nonsense, insuficiente) uma fôrma.
Há umas confusões na hora da direção tomada, mas talento nenhum é voluntário. Trabalho é outra coisa, neste sim se pensa. E assim que às vezes da nossa falta se faz um estilo.

E aí temos a estética desse ex-rapaz abaixo:

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As coisas viram cult. Eram nada demais, mas tomam, fora de seu contexto (o problema original, solução original) outra dimensão.
Como este movimento já enfadonho de trash voluntário caseiro.
O visual de Carlos Zéfiro/ Alcides Aguiar Caminha é atual. Foi até usado como capa para a Marisa Monte. O tosco com letras toscas hoje é buscado intencionalmente por designers (vide MTV) e realmente é um belo elemento para releituras. Carlos é mais uma vítima do retrô e evidentemente não falta quem já não economiza a palavra gênio.

Em sua obra desfilam termos da mais alta qualidade bagaceira, como grelhinho, racha, pirosca, numa atmosfera de vagabundas adormecidas em mulheres castas, à Nélson Rodrigues e à A Vida como Ela é no Fantástico, no qual a mulher é vitimada pelo próprio desejo, e daí se tem um universo de chifres, incestos e todas estas coisas proibidas que nos excitam tanto (porque as personagens são sempre objetos sexuais e isso não sabe de moral nenhuma, sabe-se somente de conceitos que os isolando os fortalecem).

As personagens às vezes mudam de rosto de uma página para outra e às vezes não estão bem de acordo com a situação. Muito provavelmente (não pesquisei a respeito) deve haver decalque de quadrinhos da época, como um advogado que parece clark kent, algumas marylins e posições de prazer com rostos de peças publicitárias.

E no meio da bagaçada toda rola (termo este usado com outra conotação por Carlos) uma palavra de amor:

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O hentai brasileiro honra antropofagias e é bem brasileiro mesmo, malandro, vagabundo, mal-feito.

Se eu tivesse 13 anos isso me seria muito útil. Mais eficaz que coisas produzidíssimas como as Pegadoras que se utilizam de moças reais. Porque no conjunto de suas insuficiências, exageros, licenças poéticas, anonimato, Carlos consegue uma coisa que a libido gosta bastante: promiscuidade. Porque o Milo Manara é harmonioso demais. Zéfiro põe as coisas como os meninos imaginam. É preciso ser mais sujo, mais exagerado, mais podrão.
O exagero às vezes é útil.

E, afinal, sempre se tem 13 anos embutidos nos outros mais que a gente põe na idade quando preenche um formulário.

[Pequeno update em 14/nov: mais um belo exemplo de talento involuntário para comédia e/ ou vítimas do retrô (ou de como este pessoal sem querer cria uma estética e humor originais), leia-se festas balonê e shows do Sérgio Mallandro lotados, enfim, vide alguns clipes do Fantástico resgatados por A. Inagaki] Quando tiver algum material para voltar, volto aqui e faço uma atualização linkando, para o caso de quem parar aqui buscando “carlos zefiro” ter na imagem acima um link para um bom site com seus catecismos e uma utilização minha para eles. Nada demais, uma coisa que até Rappin’Hood fez com Disparada do Vandré, que até o Gabriel (, o) Pensador fez com aquele disco que tinha aquela bela música Cachimbo da Paz (música do meu verão 98 (ou 99)), para citar tão somente os que não impressionam ninguém, pois a colagem (seu conceito, em verdade) é exaustivamente utilizada desde o cubismo e olhe lá.

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Aprofundar-me-ei mais além (porque no futuro e mais epistemologicamente – ou outro advérbio mais bem cabível) também nos textos de cinema e sobre o talento. Eles estão na cabeça, mas é muita coisa para escrever. Eu tenho um problema sério – que talvez tenha de canalizar para outras maneiras de expressão, como a música – de não terminar algo por sempre querer acrescentar algo. Então, como dizem tantas quotes, abandona-se. Por ora, isso.

E valho-me de novo e novamente da utilidade não-cinema de um filme:

Rather than love, than money, than fame, give me truth Thoreau

Num ponto de vista de relações humanas, a sinceridade pode ser cruel como a natureza, mas no fim é do que precisaremos e talvez nossa única saída.

Se eu tivesse 13 anos este vídeo teria grande utilidade.
Spears tem uma maneira bastante clara de ser sensual da cintura para baixo.
Eu valorizo muito as panturrilhas delicadas, mas um exagero às vezes é útil.

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Quem caiu aqui na busca não se preocupe, todas as fotos dão no mesmo vídeo, aliás, minha divulgação será importantíssima, posto que até a 1h21 de ontem (já hoje, no caso) ele havia sido assistido apenas (dispenso aspas, vós entendereis tratar-se de ironia em breve com o número a ser exibido agora) 11151269 de vezes (Ctrl C Ctrl V direto do TuTube para a precisão da estatística).

Eles não deixam to embed, mas no wordpress basta pôr .
Então embeba-se dela:

Ouça no volume mínimo.

Se tivesse uma parede na linha certamente a bola bateria nela. Porém é bom lembrar diretamente do germe do futebol brasileiro a pelada, o bater uma bola, o futebolzinho, daquele argumento que todo mundo usa quando a bola sai, mas a jogada é bonita, ou o time inteiro quando perde a partida: a bola tem de sair inteira. E tem mesmo. Então se a parede fosse no lugar exato onde a bola encostaria já estando fora da linha toda, acho que ela conseguiria passar bem rente à parede.

Pensava eu tratar-se de um escanteio, jurava que era, mas a bola foi lançada antes da linha do pênalti. “Só com elástico, Arnaldo”. É fisicamente impossível não digo, mas que é difícil é. Na sabedoria popular revelada pelos comentário, esta dádiva de hoje em dia, um rapaz chamado flyingvkusanagi falou em vento, outros defendem Galvão, outros comparam com gol olímpico… com isto concluo que Galvão estaria apenas vagamente errado, ou galvaobuenicamente errado, que é desprezar a hipótese de erro e achar-se certo em absoluto.

Galvão, involuntariamente, junto com o casal-âncora Sandra Anemberg e Evaristo Costa, é uma das grandes comédias da televisão brasileira. E para ser imitado, para ser visto no original mesmo. Não é um Sílvio Luiz, que sabe o que faz e que, reservada a contrastante proporção (que talvez já está implícita e contida na medida entre um narrador e um jogador) o garrincha dos narradores, com coisas como “tá todo mundo segurando o tchan”.

Quanto à afirmação física de Galvão, parece-me que ela se baseia quiçá na concepção de uma gravidade material/ visual de Einstein (o exemplo do sol num colchão e os planetas se aproximando a ele através da curva), ou na física quântica, ou do livro “o Segredo” (o jogador queria tanto a bola que ela voltou).
Mas o tira-teima procura, procura…

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Para quem ficou com dúvidas, aprecie o humor de seus colegas da Globo (e o pessoal que ficou no lugar do Roberto Marinho ainda paga o Casseta & Planeta):

O jornal Hoje já é comédia involuntária ao atender o aposentado sério, o pessoal que almoça em casa (como eu) e a dona de casa ao mesmo tempo, mais ou menos assim:

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