avisos

2008,outubro7,terça-feira às 2:43PM | Publicado em editorial | 3 Comentários
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Esqueci-me de avisar: há um texto meu no Amálgama. E ia pôr a frase sobra a Lavínia Vlasak (ou Vaslak, ou Vslak, ou wsalksvlka) aqui, mas aí enquanto eu hesitava e hesitava como faço com centenas de coisas escritas, fiz um Twitter p/ estas coisas passageiras e pus lá (não sei se durará, mas de grátis até ônibus errado*).  Enfim, avisado.
*Claro que não. Ou comigo não, violão.
Trecho do texto:
“ (…) o mundo hoje é um pouco (ou um muito, ou muitos muitos) este saco de gatos mesmo e quem sabe é tudo farinha do mesmo saco: Guimarães Rosa e Mulher-Melão, é tudo informação – tudo pode ser 0 ou 1. E sim, você pode escolher 0 ou 1, sim ou não, ser ou não ser. Ou pegar o 0 e o 1 e fazer uma combinação, misturar o improvável, algo tão óbvio que até a Coca zero faz (…)”
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Colisorzão de Hádrons 2.0

2008,setembro15,segunda-feira às 9:40AM | Publicado em 2º caderno, bobajada, gente | 2 Comentários
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Dessa vez maior: 40 km de largura. 78 anos de feitura. Um projeto guardado em segredo por anos.
Mobilizou toda a comunidade estelar: várias celebridades que, embora não saibam por que estão ali, ganharam um ingresso vip e curtem o evento do ano com alegria e descontração.

 

No centro do debate (ou na intermediária, porque no centro estão os flashs e os mais sexy do ano), e da máquina, a cabeça: investigar os mistérios da cabeça – pois, como no espaço, a maior parte do espaço é vazio.


10¹ KB de memória para acelerar as partículas à meia-luz: a colisão do tico e o teco.
Para ver se eles se cumprimentam, dão dois ou três beijinhos, comentam do tempo e decidam fazer alguma coisa juntos.

colisorzão de hádrons

2008,setembro10,quarta-feira às 3:17PM | Publicado em hojes | 2 Comentários
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O LHC, Large Hadron Collider, 27 km, vários anos para ser feito, vários envolvidos, países, cientistas, vários $, centenas de bilhões de bits.
Um monstrão, uma toupeira colossal abaixo da terra para uma pergunta simples: de onde viemos?

Agora imagina o tamanho da geringonça para outras maracutaias, como “quem sou eu?” ou “o que você está pensando?”?

Talvez muitas respostas apareçam no túnel, afinal é um experimento.
Não custa lembrar, em 11 de setembro, além do que todo mundo lembrou, os Beatles gravaram seu primeiro single, em 1962 (não estou certo quanto a isso, mas esta coisa de se pôr em prática o que se queria fazer há tempos (e mesmo numa esfera pessoal, nesta época eu comecei com o blog) é coisa de primeira quinzena de setembro, mês-mudança, mês-início, mês-explosão, a menos que elas sejam ilusões sintomáticas da primavera meridional).

“Não te espantes com máquinas, com invenções de última hora. Inacreditável é a quantidade de elementos que ainda não obedecem aos homens.”
Mar, de Gonçalo M. Tavares

a arte dá nos nervos

2008,agosto28,quinta-feira às 10:41PM | Publicado em crônica, critica-se | 7 Comentários
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“Nessuna cosa si può amare nè odiare, se prima non si há cognition de quella”
Leonardo da Vinci

O

que me dá nos nervos na arte e ao mesmo tempo me encanta é o modo como ela se disfarça de outras coisas dando uma atmosfera poética a estas coisas – a atmosfera poética é um estado de atenção amplificada, que torna os detalhes poéticos – a palavra poética em si já substitui todas as outras: a atmosfera melancólica é um estado depressivo que faz qualquer detalhe parecer triste e assim vai indo, e a possibilidade deste sistema lingüístico (ou mais que isso, sensorial) de percepção é que determina a poesia.
Há trabalhos de intervenção urbana performática que discorrem sobre passar perigo em ambientes urbanos: mas se passa muito menos perigo que qualquer praticamente médio de le parkon. O que em princípio diminuiria qualquer mérito do aventureiro artístico. Mas é na maneira como olha e como faz olhar (convidando) que mora a arte. Fazer conscientemente, falar da feitura fazendo, vivenciando, experimentando. É o que se recorta dali. Por isso alguns riscos em galerias valem tanto mais que outros muito mais numerosos e de “qualidade técnica” (aspas para relativizar) superior num esboço do Alex Ross. O erro está em quem se perde nesta avaliação (e até formandos em artes fazem isso) e analisa o material em si, quando em verdade ele é peça em favor de uma idéia.Peça porque se trata de uma equação, que como equações avançadas contam com referenciais. Às vezes são equações para provarem conjeturas. E às vezes a arte é a conjetura em si, os estros adivinhando possibilidades que a física quântica talvez burocratize.Mas as criações subjetivas que fiquem para as apreciações subjetivas, que aí se conversam na mesma língua, poderíamos dizer. Eu fiz uma interpretação de Paranoid Park e da relação deste filme com sua música, depois descobri que muitas combinações foram feitas ao acaso por Van Sant – mas a essência faz sentido, a obra se fecha, no sentido de estar redondo, de ser coesa dentro de si mesma (e também daquele papo que a obra pode fugir ao domínio do obreiro). O artista não pode escolher donde a bola virá, mas quando ela vir ele tem de saber aonde mandar. O action paiting de Pollock, para alguns yankees o ápice do modernismo e do grande diálogo da pintura, a ponto de pô-lo em termo, pode ter nascido ao acaso (isento-me aqui por não saber ao certo).Eu teria de ter em verdade o mérito do silêncio e não me pronunciar assim sobre este assunto. Mas escrevi escrevendo, e se tu lês agora é porque está publicado, para não perder mais tempo com isso – embora seja evidente que eu vá perder. Eu vejo pessoas com senso estético nato apurado, pessoas inteligentes, que escrevem bem e tudo o mais perdendo tempo com isso. Não há mais porque questionar a arte contemporânea. É uma discussão estéril. E Isso ocorre até com estudantes de arte que lêem livros sobre o assunto, que têm a oportunidade de estudar teoria e crítica de arte (leitura estimulante, aliás). Que dirá no meio virtual, que qualquer um escreve o que quer sem ter conhecimento prévio. E já que estamos num meio assim, eu me aproveito dele, dando um prato cheio para os que queiram criticar-me dizendo que apenas desfilo algumas obviedades e referências. Pois bem, lá vamos.A informação substituir a coisa em si, ou a todas as coisas, a referência substituir o referencial, para ser mais técnico, é uma característica do sistema pós-moderno, porque isso deixa tudo mais rápido, ou se faz necessário por ser a única possibilidade. E a internet atende a esta demanda ao dar espaço a todos, ao permitir que cada um crie a referência para si mesmo, ao iniciar um processo de relação de poder tal qual Foucault elucidou, de todos para com todos e não de cima para baixo. Mas neste jogo democrático, há uma possibilidade ruim ou, mais que isso, assustadora: a de as opiniões e pitacos (a referência) substituírem todo um conhecimento já erigido e registrado em livros (o referencial). Eu mesmo faço isso neste exato momento, chovo no molhado. Chovo no molhado porque qualquer livro decente sobre pós-modernismo responde a tantas questões filosóficas às quais estamos submersos. E qualquer livro decente de história da arte (ou mesmo indecente) torna a pergunta, a polêmica e tudo o mais que envolve arte contemporânea (ou Duchamp, desde a década de 20!) questões tão resolvidas que figurariam tranquilamente em enciclopédias (como de certa forma já figuram). As polêmicas autênticas podem ser igualmente estendidas para o passado também, percorrendo todas as páginas da enciclopédia.Não há porque reinventar a roda (a menos que seja uma reinvenção consciente, como a de Duchamp, ou como o plágio assumido na poesia, uma reinvenção que é no movimento/ ação e não no resultado (a hiper-Marylin Monroe de Warhol mitificada e ao mesmo tempo descartável, repetível – a sopa de tomate tal e qual)). Há que se usar a roda. A reinvenção pejorativa é a colaboração que não precisamos ler por aí. Questões quarentonas sendo levantadas, quando poderíamos discutir coisas deste sistema aceitando-o (porque é inevitável sua presença e importância) – e aí que está o mérito do silêncio: há quem as discuta, mesmo no meio virtual, então não se deve retroceder.

O lado vilão que existe é o caráter de dominação que as coisas tomam quando entram no poder, ou o exagero do outro lado para se manter – o PT antes e depois de ocupar a presidência. A não aceitação da arte funcional e aplicada em escolas de belas artes (o que não é tão condenável, afinal há o design gráfico e outros cursos) é que gera os tais engodos que irrita a tantos. BBB é legal. Não há mal nenhum em cantar Chitãozinho e Chororó em voz alta. O preconceito em relação à arte funcional, à comunicação em massa, ao entretenimento, ao popular é tão preconceito quanto qualquer outro, é tão fechado quanta a porta que fechavam para os impressionistas, que hoje estão por aí a enfeitar calendários em consultórios médicos. Mas cada um deve lutar pelo seu espaço sem degradar o que não conhece. Os que acreditam na arte como uma expressão pura e subjetiva de um talento (e eu creio nela como sendo assim também) têm espaço para exercer sua expressão – e creio que a Transvanguardia Italiana e consequentemente os escritos de Achille Bonito Oliva têm alguns elementos para embasar isso, tal qual o prazer da criação, o artista livre etc (embora eu inda me encante mais do movimento devido à difícil ironia visual que eles buscaram) – o espaço é de todos, prova disso é a exposição de street art que ocupa todo o Santander Cultural, um dos principais sítios de Bienal do Mercosul.
O que também irrita (e faz o papel de vilão da arte, generalizando a todos os envolvidos e os rebaixando a uns pseudo-intelectuais que de fato existem) são os recém-chegados (que podem permanecer assim por anos) que vêem simplesmente no método já algum mérito – uma instalação boba é tão boba quanto um óleo bobo; um vídeo granulado e com narração oblíqua e música sobreposta em camadas pode ser tão óbvio quanto uma novela água-com-açúcar; um artista conceituado pode ter projetos não tão bem sucedidos; uma Palma de Ouro em Cannes pode ser um engodo. Há gente que abana o rabo só de ouvir que um filme é todo em plano-seqüência, coisa que não é novidade desde a Arca Russa, ou mais ainda desde Festim Diabólico. É deles muito provavelmente que vem a maioria dos narizes torcidos. Como disse Hannah Arendt, “o revolucionário mais radical se torna um conservador no dia seguinte à revolução”, e a tendência do conservadorismo é opressora. Eles, bem como os que apedrejam qualquer coisa que não fique boa numa parede sem saber onde pisam, devem ser desprezados, a menos que se institua um movimento pró-arte contemporânea (lutando contra os dois casos), semelhante aos que enfrentam o racismo, o machismo, a homofobia e os abusos e preconceitos de toda sorte (preconceitos antigos, mas ainda perenes – o mesmo caso).

Até porque às vezes as vanguardas se disfarçam de mau-gosto e eu sempre penso que o pós-modernismo dá enfim voz ao povo, aceita definitivamente o humano – pois é uma desistência do horror e da empolgação ante um novo mundo do início do último século do milênio passado (cataloga os preguiçosos, os hedonistas, o pessoalzinho que quer curtir a vida e diz que todos podem ser assim).

E, claro, se “a arte revela o humano”, ela vem cumprindo sua missão. Se antes isso era retratá-lo (até a fotografia, num pensamento objetivo que beira o simplório), passou a ser revelar sua ânsia coletiva, e após sua ânsia individual, ou alegria, ou raiva, ou ideologia, enfim, revelar-se. As obras que iniciaram o pós-modernismo ilustram de maneira elementar as definições dele. E, como tudo, um pouco numa via de mão dupla, definiu e definiu-se. E sofisticam-se para expressarem as coisas cada vez mais como são, como surgem. Assim reporto-me a mais um índice de transformação do século XX: Wittingenstein e a crença de que os limites da linguagem são os limites do mundo, do pensamento. A linguagem (todas as artes) que dê um jeito para acompanhar nossas cabeças, independentemente se aplicarmos as artes ao cotidiano, o cotidiano às artes, ou às artes a arte. Em meio aos meios mais especializados isso meio que acontece (como essa minha tríplice utilização para meio – vide vós que a ingenuidade intencional é um recurso, é como meditar) sem querer querendo, muitas vezes.

A atmosfera poética, como falei alguns parágrafos antes (citando apenas algumas possibilidades) é um estado de amplificação: da coisa em relação ao observador, ou do observador em relação à coisa, como supor saber uma verdade do universo. Amplificar é (também) o que a arte faz com a própria arte, como qualquer ciência ou ramo do saber. Picasso amplificou as distorções da tauromaquia de Goya. Para Matisse, o desenho é um registro do gesto, e muitas ações de hoje (ou dos anos 60) são lupas nesse raciocínio – a matéria é um registro do gesto, do que aconteceu. Ou seja, continua-se do que foi feito anteriormente. Considera-se a história (até quando o objetivo é condená-la). É como um time de futebol, como uma pesquisa científica, como a fabricação de um produto, um passando a peteca para o outro blá, blá, blá. Ramifica-se do que já fora antes, como uma árvore que vai da raiz à flor, para não deixar de apelar para mais uma metáfora simples.

Quanto aos arrebatamentos, Gabriel Orozco diz que a arte não pode mais aspirar ser emocionante, pois a Benetton sempre será mais. Aí entendamos emocionante mais para música ao fundo e cabelos ao vento, mais para uma propaganda natalina do Zaffari. Uma emoção gritada, cantada. E o que dizer quando ao amassar uma argila, o próprio Gabriel diz que suas mãos são seu coração? Num movimento simples, sem nenhuma técnica tradicional, uma expressão belíssima. Então é também de sensibilidade, de emoção que falamos. Os trabalhos de Jorge Macchi que trazem as desapercebidas músicas de fundo e os créditos finais do filme para o centro de uma exposição são de chorar baixinho, dentro da cabeça. Faz The Long and Winding Road parecer exagerada (nem é preciso me convencer de Beatles, eu já tenho uma lista de suas 100 melhores músicas quase pronta para publicação).

Ou as garrafas de Coca-Cola de Cildo Meireles: se apenas vermos a fotografia num livro (“arte visual”) elas parecerão ser o mesmo jogo de Warhol. Porém, se nos informarmos a seu respeito, veremos que na contramão da superficialização pós-moderna significada por Andy, Cildo deu um conteúdo à garrafa (encheu-a) e com sua ação criou uma maneira de significar a resistência à opressão. Além da idéia por si só já se valer, ele ainda usa de um mesmo elemento para metaforizar a comparação entre a angústia da sociedade latino-americana e brasileira com a norte-americana. É da consistência que Ítalo Calvino proclamaria, mas não pôde proclamar como queria, para o próximo (este) milênio (plagiei-me daqui). Digo porque talvez não seja só isso (o próprio Cildo critica o excesso de verbalização como característica da arte contemporânea), mas a idéia é redonda.
É preciso então atingir a arte, ou deixar-se atingir por ela, tanto faz o esquema. Quem assistir Vertigo (ou o spoilerano título Um Corpo que Cai ou pior ainda A Mulher que Viveu Duas Vezes) sem lançar o olhar para além da história contada, pode não perceber a reflexão sobre o poder da imagem e a relação desta com o que representa (algo que se vê em A Vila, por exemplo, preguiçosamente acusado de um suspense mal-sucedido) que há ali. Ou os modelos de Robert Bresson, para o qual os atores são apenas referencias para a criação de relações e metáforas: ao ver seus filmes alguns cidadãos saem da sessão a dizer que os atores não se mexem, não têm expressão, são paradões ( certamente eles devem estar no time que diz que “o coringa rouba o filme”).
O prazer da arte é também o prazer da integibilidade, para além de sua força visual. Como na obra Uma Vista, de Cássio Vasconcellos: seria apenas mais um aglomerado de fotos finamente expostas, não fosse a submersão do indivíduo na cidade e a fragmentação dela propostas pela montagem.
É o prazer da elucidação, de perceber o corpo da obra, de conversar com ela, ouvi-la, mesmo quando o que se ouça seja um grito, uma arroto, um espirro.
É chover no molhado, mas saber como se está chovendo. Pois chovendo no molhado criamos uma grande poça, que se acumulou em rio, que vem desde os gregos e antes deles nos homens das cavernas inundando a cidade, e ao mesmo tempo que dá água, desabriga, traz à tona o lixo – mas sempre transforma.
A arte deixou de ser plástica para ser visual, e hoje (há tempos) deixa de ser visual para ser também sensorial, auditiva, presencial, ativa, intelectual, interativa etc não só no seu significado mas também em seu formato.
E se pensarmos no que dizia Picasso, que toda arte é atemporal, pois ela sempre tem de ser de seu tempo, arte contemporânea é um pleonasmo.
Arte é arte, deu.
E, voltando a citar Leonardo, “quanto mais conhecemos, mais amamos”.
Então a arte não dá nos nervos, ela encanta.
Ou encanta justamente por atingir os nossos nervos.

 

 

 

 

 

 

 

 

faz-me rir, brasil-zil-zil

2008,maio5,segunda-feira às 7:06PM | Publicado em gente, hojes | 1 Comentário
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Sabe o que ia ser muito engraçado? Se descobrissem que realmente houve uma terceira pessoa no Nardoni’s defenestrações. E nem precisava ser o André travesti do Ronaldo. Imagina a voz do povo (enquanto voz de deus) gritando “puta que pariu, linchamos as pessoas erradas!” Aí o povo teria de gritar em coro (como gritou Lula lá porque o Lobão chamou no domingão em 89, como gritou Collor, Collor no Raul Gil no tirando o chapéu) para que eles ressuscitassem, contando que sua (ou Sua?) voz realmente possuísse o status da do todo-poderoso – nem que fosse para chamar Jesus, tipo “filhão, dá um jeito nessa porra aí p/ o Pai”. Mudemos de assunto, o assassinato já deu o que tinha de dar. Afinal, tão incomum quanto um pai matar a própria filha é um pai amar a própria filha e constituir família com ela. Ou terremoto no Brasil. Ou um padre voar 5.000 m com balões. Ou o Ronaldo, com aquela namorada, com tantas outras na lista, ir dar um rolé com uns parceirões. Que coisa o Ronaldo, hein? Provavelmente ele não sabia que elas, os travestis, estavam travestidos de mulheres, mas não eram mulheres. Aliás, uma curiosidade é que é “o” travesti, mas todo mundo fala “ela” – penso que para ser democrático(a) com os dois gêneros dentre os quais visualmente flutua. Mas foi, segundo o próprio, o pior erro da vida de Ronaldo, que anunciou ontem em rede nacional que é humano. Mas sem chance, o povo não perdoa: castigo para ele também, junto com o padre, que quis voar (aliás, Bartholomeu de Gusmão deve estar se retorcendo no túmulo a fim de deixar o mesmo e correr atrás dos seus direitos de uso da alcunha padre voador), e com o Rubinho 257 GPs Barrichello, que apesar de nunca ter se envolvido publicamente com a prostituição, especialmente com colegas de cromossomos Y, é um péssimo exemplo por não ter substituído Senna à altura, missão, aliás, que qualquer brasileiro, como vencedor que é, faria s/ maiores dificuldades. Qualquer um no lugar do Rubinho venceria todas e desobedeceria aos patrões – como todos fazem dia-a-dia atrás de seus sonhos em cada atividade trabalhista ao longo do nosso Brasilzão; ninguém no lugar do Ronaldo correria atrás de um pouco de promiscuidade, especialmente os jogadores de futebol e os ricaços, eles nunca fazem isso. Aliás, realmente não sei como há tanta demanda de prostituição se a procura praticamente inexiste. E ninguém também sairia irregular com seu próprio veículo, como o fez o fiel depositário do próprio mal o capitão que naufragou uma galera na floresta Amazônia ontem – ponto para os certinhos. Ontem também, na sua revista eletrônica semanal, o Fantástico, houve uma matéria sobre uma faculdade do Rio de Janeiro à qual não irei citar pois a Globo – que tem um Ibope relativamente maior que o meu – já tratou de queimar o filme (mas é a Unigranrio) que teria uma porção de alunos do ensino fundamental estudando lá se fosse possível os matricular pois eles conquistariam vaga no vestibular se tivessem capacidade legal para usufruir da aprovação nele como já havia dito. Mas fica a pergunta: onde os burros, os que têm preguiça de estudar, os azarados, os que não tiveram condições e outros tantos fariam faculdade? E quem preencheria as vagas de funções medíocres que o mercado demanda? Como cumprir funções que exigem a mesma falsidade com que foram conquistadas? Onde os profissionais medíocres especializar-se-ão em mediocridade? Pensemos. E esperemos pelos próximos heróis e vilões do povo, e pela permuta entre estas duas condições das personagens que o povo vai ou não com a cara (ou vê ou não na imprensa). O Brasil é engraçado, ouve-se muito isso. O Pânico na TV fez uma tomada na frente do puxadinho da Hebe (medido em quarteirões). Cada carro que aparecia… Tudo bem o Michael Jackson ganhar tanto dinheiro, mas tinha uns ali que não havia explicação. E muito do povo nem se fala. Nem precisava o Vesgo e o Sílvio lá para ser engraçado.

O Brasil é engraçado, mas o resto do mundo o é também (donde temos a manchete da semana).

manchete da semana (passada)

2008,maio5,segunda-feira às 7:01PM | Publicado em bobajada, gente, hojes | 2 Comentários
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Senhor ansioso por ser avô é chamado de monstro porque não quis esperar e deu um exemplo de como se correr atrás dos próprios sonhos: foi lá ele mesmo e fez seus netos.

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