ao acaso o acaso

2009,janeiro5,segunda-feira às 4:10PM | Publicado em alt+3 ou ♥, joão-lírico | 3 Comentários
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o
a
caso
tem
um
caso
de
amor
com
o
amor

anotar alivia

2008,setembro19,sexta-feira às 3:18PM | Publicado em joão-lírico | 6 Comentários
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áudio

O corpo sua seu espírito.
Um papel, agora mesmo, para enxugar a transpiração; para segurar o espirro.

Anotar alivia.

O papel (higiênico, panfleto) é como um prêmio.
O ouro foi achado. O mapa está feito.

a chuva

2008,julho5,sábado às 2:52PM | Publicado em joão-lírico | 2 Comentários
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a chuva

sempre um bom sinal

ainda há água

há céu

há chão

(letra/música: Korda/ Guevara)

2007,outubro10,quarta-feira às 12:07AM | Publicado em 2º caderno, gente, joão-lírico | Deixe um comentário
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letra/ música: Korda/ Guevara)

Sobre o alvíssimo,
uma janela abriu-se pelo tempo bastante para
que cada fio de luz marcasse sua cara
em prol de uma cara maior.

Não era um papel
(nem camiseta, biquíni, adesivo),
era o rosto.
Tampouco este,
face haver faces ali.

Ele poderia estar piscando, gargalhando,
irritado, em dúvida ou fazendo uma careta,
o cabelo mexendo, o charuto na boca,
uma brincadeira com o charuto usando a careta.

As possibilidades que antecederam e as que se seguiriam.
O mistério: igual.
A fúria: igual.
A felicidade: igual.
Todos iguais num berçário.

Hoje em dia não há tempo para igualdades,
o que repete ou se repete fica um só, o resto se elimina.
Um só representando. Ali, ele.

Ali, ele e o potencial de riso, de fúria, de surpresa.
Na face séria, as faces todas repousadas,
podendo ser a qualquer momento.

O longe: para receber o olhar;
o botão: para receber o dedo:
a morte de cada fio de luz por uma vida maior,
morta por uma vida maior.

Uma vida menor ante uma bandeira
(camiseta, biquíni, adesivo).

E nós, de inteligência superior à da fotografia,
vemos os adultos mortos que na vida da foto
nem nasceram ainda,

que morreram em outubro, nove do dez de sessenta e sete,
mas reencarnaram seus espíritos
sob a forma de outro corpo:

1968

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