vêsvez

2008,outubro16,quinta-feira às 1:40AM | Publicado em joão-lírico | 5 Comentários
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vêsvez

vês vide ver o que tem de ser feito
para após avaliar o que não
e dá para fazer
ali tem galho
ali, pepino
aqui, batata quente
lá, bomba

a idéia é sorrir
sem falar no|s problem|as
ou chorar, quando só se |um normal, mais: um não-idiota|
teria motivo para rir
e voltar ao normal |mais: idiotão|
ficar quieto
abastada merda (
rir para caralho dessa vida dos bostas (esse final está meio gratuito)

você vem o tempo todo a 140 km/h pela castelo branco
aí faz a média e ela foi de somente 100 e poucos e você não
ficou nem meia hora no trajeto
(daí já se pensa no que se pode fazer com traje/ trajeto, sim-idiota (risos))
então nem 100 km nem 1h a cem quilômetros por hora

há 100 quilômetros numa hora,
o traje do trajeto foi esse,
não importa a parte que você usou

uma parte da palavra panthera significa besta
imagina topar com um tigre no meio da noite e da selva?
já se sabe seu tamanho, seus hábitos,
sua reação alaranjada à luz,

o conhecimento nos fez desconhecer

o mundo é grande p/ burro e tem muita coisa que não conhecemos
o mundo é o nosso mundo porque é o mundo que a gente conhece, então sair do nosso mundo e conhecer uma coisa é como conhecer um mundo novo
durante os segundos (nem isso – aquele risco que divide o 1 do 2 na régua)
em que aquilo ainda não agrega o nosso velho mundo
conquistado, porquanto você já verá este filme.

a gente é grande p/ caralho porque a gente é do tamanho do nosso mundo, que é
o mundo que conhecemos, que é assim todo o mundo ou todo mundo,
então a gente é do tamanho do mundo que é grande p/ burro
o que é uma destinação – para o burro – e a gente do tamanho do burro
– para a gente –
que é para a gente explorar como burros, ou seja, como se visse pela 1ª vez
ou bestas vistas pela 1ª vez

O caralho do burro é grande p/ burro ou p/ caralho?

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para pará: pára.

2008,setembro30,terça-feira às 6:36PM | Publicado em Não classificado | Deixe um comentário
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Talvez a saída seja falar diretamente ao Pará, a fim de que ele pare, ele, com sua definição subjetiva de terra, e de seu céu sobre a terra, na qual todos usam seu nome, ou numa esfera mais subjetiva ainda, subjetiva porque real, porque o Pará é um nome, porque ele é um pedaço da Amazônia, e seu pedaço, ou sua Amazônia, se voltarmos a abstração Pará, deveria ela reagir, com seus jaguares, suas sucuris e até trazer uns guarás do pantanal, estes que mesmo não ferozes assustariam os filhos dos trabalhadores, para que aquelas pobres gentes arranjassem um jeito outro de se alimentar, e para que aqueles ricos arranjem um outro ouro fácil que não queime nossa floresta. Se a Europa queimou as dela e todos queimaram as suas, se a Índia desgraçadamente (e desgraçadamente somente se usa em certezas) mata seus tigres para fazer viagras placebianos que vá tudo para o inferno, porque não é porque teu primo pula num poço que tu vais pular também.
Eu não sei o que fazer além do pouco que faço da cidade, que é ajudar quem faz alguma coisa, dize-me, se souberes.

Discordamos muitos de música, de arte, da vida, do que quer que seja, mas há unanimidades porque verdades simples: e a floresta queimada virando pasto para gado, virando plantação de soja que virará alimentação de gado, ou virando madeira é isso que nos dá vontade de matar não alguém, mas quem faz isso.

p.s.: após o Lula lá assinar o negócio da língua portuguesa, talvez tenha de mudar com o tempo os acentos ali em cima. Minha opiniãozinha sobre o assunto está aqui.

vitória/ derrota

2008,julho3,quinta-feira às 7:47PM | Publicado em caderno de esportes, hojes | Deixe um comentário
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O Thiago Neves marcou três gols, além do que marcara no Equador. Após ter feito o segundo gol ontem, mordeu a camisa de modo que o símbolo do Fluminense ficou logo abaixo de seu rosto. A imagem estava pronta para entrar para a história, para cravar nos corações de todos os tricolores fluminenses, de cada um que, usando a camisa de pixel, transformou o templo maior num grande ovo da páscoa alvi-rubro-verde.

Após escapar de tudo, após ir tão longe, após se livrar de todos os problemas, por causa de alguns detalhes hoje está sem nada nas mãos. E o vazio pesa demais, a ponto de se tentar, como se fosse possível, refazer aqueles detalhes.

A derrota é isso.

Ingrid Betancourt, após ter vivido tanto tempo pescando a liberdade e depois tanto tempo imersa na prisão, após ir tão longe, após se livrar de todos os problemas, reencontra os filhos, a mãe e finalmente a liberdade, sua mãe e também sua filha. Apesar de tanta carga, está levíssima. A ponto de tentar, como se não fosse impossível, desfazer tudo que passara.

A vitória é isso.

um nu num mundo

2008,maio7,quarta-feira às 12:59AM | Publicado em joão-lírico | 1 Comentário
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manchete da semana (passada)

2008,maio5,segunda-feira às 7:01PM | Publicado em bobajada, gente, hojes | 2 Comentários
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Senhor ansioso por ser avô é chamado de monstro porque não quis esperar e deu um exemplo de como se correr atrás dos próprios sonhos: foi lá ele mesmo e fez seus netos.

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