calamidade – SC

2008,dezembro1,segunda-feira às 10:00AM | Publicado em crônica, hojes | Deixe um comentário
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A situação do leste de Santa Catarina nos deixa constrangido em falar em outra coisa.
Tudo parece bobagem, supérfluo, inútil etc. ao se aproximar da falta de saúde, da falta da paz: das tragédias em geral.

Duvido que Deus não tenha consciência disso, está em todos os telejornais, mas assim mesmo as pessoas pedem, oram por quem nem conhecem. E mais uma vez vemos o potencial solidário de ser ser humano, especialmente com a tão necessária ajuda material. Isso é muito bonito.

O bom seria termos esta consciência de maneira contínua. O mundo está sempre em estado de calamidade, a tragédia sempre se reparte por aí.
Sempre alguém precisa de comida, de um armário, de um agasalho. Do lado da nossa casa. Então espero que o exagero de desgraça em SC funcione como funcionam os desfiles de moda, que ao mostrar exageros nos dão tendências do que fazer no cotidiano. Ontem vi que passou Todo Poderoso na Globo durante a tarde, e a mensagem moralizante do filme somada à campanha do Fantástico deve ter deixado muitos brasileiros com o coração repleto de solidariedade (que é uma das coisas que mais repleta o coração). Espero que isso não se encerre em um depósito e perdure como atitude ante o mundo, mesmo que em pequeníssimas coisas.

Se o mundo está sempre em calamidade, segundo eu mesmo, não nos podemos constranger em falar do resto. O belo é tão útil quanto o útil […], disse, segundo o Wikiquote, Victor Hugo. O que me permite dizer que acho bonito Mallu e o Camelo juntos em tempos de tragédia catarinense. Parece amor imaterial se materializando. De tudo aquilo de intelectual, sentimental e estas coisas às quais convém chamar alma/ espírito. E, como disse antes, com uns beijos etc. para representar esta comum admiração/ falta/ predileção e torná-las úteis. O abraço deles é um recorte daquilo tudo que se tem falado a respeito. É um recorte meu, que assim despreza todo o resto que não fora destacado. Este momento parece ser feliz dentro daquilo que o Camelo parece ser. Agora ele pode passear com seu sapato novo e acompanhado e ser ingênuo à vontade. E isso é a única coisa que falarei sobre isso (acho). Mais que isso fico constrangido, mas por outros motivos. E ao menos agora alguns pseudo-intelectuais/ intelectuais perceberão o valor de uma Contigo!.

Para encerrar, o girassol que eu ganhei (cortaram-no do caule, recebi somente a flor, ganhei um moribundo), uma belezinha de um 25 cm de diâmetro, após duas semanas bebendo água de um jarro está mais e mais perto da morte e com isso seu cheiro ficou forte na sala.
O cheiro da morte me parece cheiro de vida. O cheiro da morte do girassol talvez seja o cheiro de vida acentuado, um orgasmo da vida, de seus últimos momentos antes do fim (se lembrar, porei um texto que falo sobre isso, um texto que é um trecho do livro que talvez um dia publique e que talvez não fale sobre isso, mas isso).

E para encerrar de vez, um dos tantos esboços perdidos no tempo que subi no Flickr nestes últimos dias, de uma família lugar-comum passeando:

camallu

2008,novembro25,terça-feira às 11:23PM | Publicado em alt+3 ou ♥, bobajada, gente | Deixe um comentário
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tititi-capa11

copia-de-mallumallu-e-camelocopia-de-camel

ico, maLLu magalhães, maria paula

2008,abril2,quarta-feira às 2:17PM | Publicado em diário, gente | Deixe um comentário
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Passo por uma banca quando leio na capa da Caras, ou daquela Quem que é de layout parecidíssimo: “Maria Paula diz “quero ter meu filho de cócoras””.

Muitos posts falando sobre MaLLu Magalhães, informando que ela toca mais de um instrumento, tem quinze anos, faz um som Dylaniano e por causa disso dizem ser um fenômeno.

Canoas – RS pára por causa da gravação do programa Patrola – ao menos o Ico Thomaz está no calçadão com um câmera e dando megafone para as pessoas se manifestarem – descobri que é o tal do “boca no trombone”.

Mas isso tudo não é em tom de crítica (e isso não é em tom irônico): talvez alguém passe e tenha a idéia de ter o filho de cócoras, e daí para se reencontrar com um modo de vida natural não leva muito;

talvez a MaLLu Magalhães simboliza a democracia na mídias dos nem tão novos tempos;

talvez alguém fale alguma coisa boa no megafone e venha a se tornar uma nova MaLLu Magalhães.

Pequeno update de 18/10/2008: vi a MaLLu numa apresentação pela (m)tv. Tudo bem que o Bob Dylan tinha o Woody Guthrie, e ter uma referência é saudável, e mais que isso fundamental ou inevitável, mas a MaLLuzinha imita o Bob Dylan. Não falo nem da gaita, nem do folk (isso seria ainda referência), mas ela lança as pupilas para cima como ele, e às vezes canta olhando para cima que nem ele. Se ela fizer algum sucesso, certo que vai começar a dar respostas sinceras para os repórteres. Ou de repente ela se acha no caminho.

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