trezentos quilos de leveza

2008,junho6,sexta-feira às 10:53AM | Publicado em joão-lírico | 1 Comentário
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“Nur manchmal schiebt der Vorhang der Pupille/ sich lautlos auf -. Dann geht ein Bild hinein,/ geht durch der Glieder angespannte Stille -/ und hört im Herzen auf zu sein.”

Der Panther, Ranier Maria Rilke

 

 

 

Trezentos quilos de leveza

num pequeno mar de carne que

olha as grades

e pensa ver nestas estranhas listras

tão retas

um sinal de evolução

de um tigre bem maior

que oprimiu sua agressividade

sem fazer barulho algum ou mesmo se mexer.

 

Lanço um olhar de quem só pode olhar

e, sem saber pôr no papel,

tiro uma foto

 

deste poema bem maior que

lança um olhar de quem só pode olhar

e, sem querer rugir,

boceja.

 

 

 

João Grando

 

(embora como disse tudo aqui escrito é meu, a não ser se indicado o contrário, como o caso do Rilke acima, parece-me que havia de se acabar este com meu nome (ou parte dele que é de todo João Ricardo Lopes Grando) embaixo).

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  1. […] domingão do Faustão (paupérrimas rimas calham aqui também) tigres que não comem carne, tigres domesticados, que são tigres de Kanchaburi, que são tigres cuidados […]


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