dueto
20084AbrilSexta-Feira at 5:27 pm | In joão-lírico | 1 CommentTags: poesia, dueto, poema, som do silencio, grito, silencio, versos, ouvir, melodia, som
I
Teu silêncio às vezes grita, e tu só consegues ficar calada com isso.
Mas te calas pois não ouves o que diz ele.
Quando ouvires, ah, ouvirás que ele em verdade canta.
Então tu conseguirás falar.
Mas olha, ou melhor, ouve:
tu estarás em verdade a cantar junto dele, a mesma letra, a mesma melodia.
II
Seu silêncio às vezes grita, e você só consegue ficar calada com isso.
Mas se cala porque não ouve o que diz ele.
Quando ouvir, ouvirá que ele em verdade canta.
Então conseguirá falar.
Mas olha, ou melhor, ouve:
você vai estar na verdade cantando junto dele, a mesma letra, a mesma melodia.
Isso era para ser um comentário deste post, da Layla “Luar”. Mas resolvi anotar já aqui. Não sei se está bem pronto, e não sei se uso você ou tu, na dúvida, pus os dois.
confinar/ libertar (ou o sacrifício da beleza)
20082AbrilQuarta-feira at 7:41 pm | In joão-lírico, máximas/aforismos | 2 CommentsTags: palavra, palavras, grando, sopro, confinar, libertar, liberdade, poesia, maximas, frases, melodia, poesia concreta, concretismo, pensamentos, musica
(letra/música: Korda/ Guevara)
200710OutubroQuarta-feira at 12:07 am | In 2º caderno, gente, joão-lírico | No CommentsTags: che guevara, korda, korda guevara, guevara korda, che korda, letra musica korda guevara, cuba, 1968, alberto korda, alberto diaz gutierrez, ernesto che guevara, ernesto guevara, fotografia, poesia, política, melodia, che, guevara, 68, maio de 68, revolucao
letra/ música: Korda/ Guevara)
Sobre o alvíssimo,
uma janela abriu-se pelo tempo bastante para
que cada fio de luz marcasse sua cara
em prol de uma cara maior.
Não era um papel
(nem camiseta, biquíni, adesivo),
era o rosto.
Tampouco este,
face haver faces ali.
Ele poderia estar piscando, gargalhando,
irritado, em dúvida ou fazendo uma careta,
o cabelo mexendo, o charuto na boca,
uma brincadeira com o charuto usando a careta.
As possibilidades que antecederam e as que se seguiriam.
O mistério: igual.
A fúria: igual.
A felicidade: igual.
Todos iguais num berçário.
Hoje em dia não há tempo para igualdades,
o que repete ou se repete fica um só, o resto se elimina.
Um só representando. Ali, ele.
Ali, ele e o potencial de riso, de fúria, de surpresa.
Na face séria, as faces todas repousadas,
podendo ser a qualquer momento.
O longe: para receber o olhar;
o botão: para receber o dedo:
a morte de cada fio de luz por uma vida maior,
morta por uma vida maior.
Uma vida menor ante uma bandeira
(camiseta, biquíni, adesivo).
E nós, de inteligência superior à da fotografia,
vemos os adultos mortos que na vida da foto
nem nasceram ainda,
que morreram em outubro, nove do dez de sessenta e sete,
mas reencarnaram seus espíritos
sob a forma de outro corpo:
1968
Blog no WordPress.com. | Theme: Pool by Borja Fernandez.
Entries and comments feeds.


































