nardoni vs. richthofen

200822AbrilTerça-feira at 2:38 pm | In gente, opinião, religião | 8 Comments
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Imaginem se fosse Alexandre Richthofen ou Suzane Nardoni? Ou seja, se fossem pai e filha? Quem seria o mais rápido? Quem levaria a melhor? Qual técnica prevaleceria, o arremesso de descendentes ou o sono eterno dos ascendentes conquistado a ferro? Matricídio + parricídio vs. defenestração de cadáver infantil?

 

Alexandre Nardoni

 

vs.

 

Suzane von Richthofen

 

Outras questões a serem refletidas: quem você levaria para o céu?

Quem você perdoaria? Em quem você meteria um chumbo na cabeça? A quem você daria a prisão super-perpétua, aquela que dura até a eternidade, até a vida após a morte? Quem merece o dente por dente, olho por olho? Quem você traria na próxima encarnação de parente p/ o seu pior inimigo? Quem é o melhor coadjuvante, os irmãos cravinho cravando ou a madrasta pior que a madrasta da Branca de Neve? Quem teve mais cobertura da imprensa? O que vale mais, omitir um erro brutal ou matar por “amor” (entre muitas aspas)?

 

p.s.: segundo dizem, ou Jesus, ou a Bíblia, ou a igreja, ou a moral e os bons costumes: não julgueis. E se for dirigir, não beba.

7 pecados

200819MarçoQuarta-feira at 4:33 pm | In máximas/aforismos, religião | No Comments
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Os pecados capitais, para serem bem pecaminosos mesmo, deveriam ser 6,66 e não 7.

a verdade sobre a vida e a morte

200712OutubroSexta-Feira at 8:46 pm | In crônica, filosofia, religião | 1 Comment
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Eu vi um rato morto no chão. Um chão de concreto, a calçada, no caso, abaixo dele. Não sei exatamente quanto tempo levou para que as pessoas não percebessem mais que se tratava de um rato, entre os que não perceberam e pisaram e entre outras ações orgânicas de decomposição ordinária até que ele virasse a mancha que virou quando eu o vi. A partir de então, passou a ser pisado vulgarmente, pois estava no chão e parecia, repito, tão somente uma mancha.

Mas, por mais que as pessoas pisassem, ele jamais entrou na calçada.

Eu já fui a alguns funerais. Há neles diversas facilidades para que o corpo vá terra adentro, tal como cavar um buraco e antes de preenchê-lo adequar o corpo a uma caixa (o caixão) para que o mesmo permaneça lá “protegido”.

Mas o que o pessoal (ou a maioria, pelo menos) quer, é enviar o morto (através da alma, geralmente) ao céu (ou trazer de volta o corpo, para os mais pretensiosos). Inimigos se silenciam, patrões deixam seus empregados trabalharem somente pela manhã porque alguém de proximidade não coberta por lei certamente não aparecerá mais por aí (pois se estivesse viajando o destino poderia…), inimigos, ou ao menos nem tanto para chamá-los inimigos, fofoqueiros, que sejam, silenciam-se. E põe óculos escuros.

Mas, por mais que as pessoas rezem, chorem, pensem positivo, façam minutos de silêncio, ele não sobe ao céu.

Em ambos os casos, eles diluem-se, aos poucos, por aí. Para nós os respirarmos. Tanto o rato, quanto o gato, um pum solto por um velho, o território já queimado da Atlântica, a Lady Di, os seismossauros, a moça que tocou o filho no lixo e depois se matou, o amor da vida de cada um uma hora ou outra.

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